A Klabin, empresa brasileira de papel e celulose, registrou prejuízo líquido de R$ 497 milhões no primeiro trimestre de 2026, apesar do crescimento em volume de vendas. No mesmo período de 2025, a companhia havia alcançado lucro líquido de US$ 446 milhões.
A receita líquida totalizou R$ 4,94 bilhões entre janeiro e março, avanço de 2% na comparação anual. O volume de vendas alcançou 1 bilhão de toneladas, crescimento de 12% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. Do total comercializado, 51% foram destinados ao mercado interno, que respondeu por 65% da receita.
O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,67 bilhão, queda de 10% frente aos R$ 1,86 bilhão registrados um ano antes. Segundo a empresa, o resultado incorpora os efeitos da parada geral de manutenção programada da unidade de Monte Alegre, além da apreciação do real frente ao dólar no período, fatores parcialmente compensados pelo aumento de 110 mil toneladas no volume de vendas.
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Por segmento, o volume de vendas de celulose foi de 401 mil toneladas, alta de 16% na comparação anual. No negócio de papéis, o volume atingiu 356 mil toneladas, crescimento de 15%. Já o segmento de embalagens registrou volume de 258 mil toneladas, aumento de 3% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Em comunicado, a companhia informou que o período foi impactado por maior instabilidade no ambiente macroeconômico, com inflação em seus principais mercados e valorização do real, o que pressionou as receitas de exportação.
O endividamento líquido recuou 21%, encerrando o trimestre em R$ 24 bilhões.
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