Estadão Rondônia - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026

Mundo

Lula vira campanha para o bolso e tenta tirar STF do centro

Campanha inicia nesta quinta-feira (17) abordagem sobre alimentos, renda e poder de compra

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Lula vira campanha para o bolso e tenta tirar STF do centro
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Na tentativa de mudar o foco da comunicação e reduzir o peso da crise no STF (Supremo Tribunal Federal), a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia uma nova ofensiva voltada para temas ligados ao bolso do eleitor.

A primeira peça dessa estratégia vai ao ar no horário eleitoral desta quinta-feira (17) e trata de preço dos alimentos, renda e custo de vida. O vídeo recupera a alta de arroz e feijão no governo Jair Bolsonaro e associa àquele período parte da perda de poder de compra que, segundo a campanha, ainda é sentida hoje.

Na peça, à qual a CNN teve acesso, Lula volta a destacar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e afirma que a medida funciona “como se fosse um décimo quarto salário”. O vídeo cita ainda a cesta básica com alíquota zero prevista na reforma tributária.

Publicidade

Leia Também:

Leia Mais

  • Análise: Brasil transforma tarifaço em discurso eleitoral

    Análise: Brasil transforma tarifaço em discurso eleitoral

  • Ataque de Lula a Marco Rubio vira munição para Flávio

    Ataque de Lula a Marco Rubio vira munição para Flávio

  • Lula e Flávio usam estreia na TV para reduzir rejeição; veja as estratégias

    Lula e Flávio usam estreia na TV para reduzir rejeição; veja as estratégias

O movimento também funciona como resposta a Flávio Bolsonaro (PL), que passou a gravar vídeos em supermercados, mostrando preços nas prateleiras e associando o custo da comida ao governo Lula.

O PT tenta devolver a comparação. Em publicações recentes, voltou a explorar imagens da chamada fila do osso, registrada durante o governo Bolsonaro, e a recuperar indicadores daquele período como forma de responder às críticas sobre o preço dos alimentos.

A mudança ocorre num momento de disputa apertada. Na Quaest de 14 de setembro, Flávio apareceu numericamente à frente de Lula no segundo turno, com 42% a 40%, dentro da margem de erro.

Também há uma tentativa de reduzir o espaço ocupado pela crise no Supremo. Depois de semanas em que o STF entrou no centro da disputa política, a campanha busca voltar a assuntos em que o governo consegue apresentar números e fazer uma comparação direta com a gestão Bolsonaro.

A desaceleração recente da inflação, porém, não eliminou a percepção de preços altos. Esse descompasso entre os indicadores e a experiência do consumidor segue sendo explorado por Flávio.

A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, está entre os integrantes do governo escalados para tratar do assunto. À CNN, ela afirmou que um dos desafios é fazer os indicadores citados pelo governo aparecerem também na percepção sobre poder de compra.

“Temos crescimento do PIB e preço da cesta básica recuou. O contexto é positivo, mas o desafio é fazer com que essa melhora seja percebida”, afirmou.

A pasta participa ainda das medidas de prevenção a eventuais impactos do El Niño, com formação de estoques públicos de arroz, milho e outros alimentos. O tema vinha sendo tratado como um alerta pelo governo, mas a avaliação mais recente é que os efeitos mais fortes sobre produção e preços devem ser sentidos depois da eleição.

FONTE/CRÉDITOS: danielseiti
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!