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Terça-feira, 05 de Maio de 2026

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Mais da metade da população adulta do Brasil é inadimpletente, diz Serasa

Dados da entidade apontam que Brasil tem 82,8 milhões de pessoas com problemas nas contas pessoais

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Mais da metade da população adulta do Brasil é inadimpletente, diz Serasa
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Mais da metade dos adultos brasileiros está endividada, segundo pesquisa do Serada publicada nesta terça-feira (5). No total, o país somou 82,2 milhões de pessoas com dívidas negativas em  março, alta de 1,35% ante o mês anterior.

De acordo com o Mapa da Inadimplencia e Negociação de Dívidas, 50,5% da população adulta do país enfrenta problemas com as finanças pessoais.

Os números mostram que 47% dos débitos estão relacionados ao setor financeiro.

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Neste universo, o cartão de crédito lidera como principal fonte de endividamento (73%), seguido por empréstimos (56%) e pelo uso do limite da conta ou cheque especial (33%).

Entre os endividados no cartão, 37% acumulam dívidas superiores a R$ 10 mil e 36% convivem com essas pendências há mais de dois anos.

“Quando o crédito rotativo passa a ser utilizado de forma recorrente, especialmente em valores elevados, o risco de endividamento prolongado aumenta significativamente. Isso ajuda a explicar por que uma parcela relevante da população permanece com dívidas por tanto tempo”, explica Aline Maciel, diretora da Serasa.

Segundo os dados, 38% dos brasileiros atribuem o endividamento com bancos ao desemprego ou à perda de renda.

Ao investigar os gastos que levaram às dívidas bancárias, o levantamento aponta uma relação direta com a sobrevivência financeira: o pagamento de contas básicas e a quitação de outras dívidas aparecem como os principais motivos.

“A pesquisa reforça que o endividamento bancário no Brasil não está ligado ao consumo impulsivo, mas a uma tentativa de manter o básico em dia”, afirma Aline.

“Quando despesas essenciais, como alimentação e saúde, passam a ser financiadas no crédito, o risco de efeito bola de neve aumenta significativamente”.

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FONTE/CRÉDITOS: elisbarreto
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