Os registros de veículos elétricos a bateria (BEVs) na Europa superaram 1 milhão de unidades no primeiro semestre do ano, impulsionados por subsídios, políticas de incentivo e pelo aumento dos preços dos combustíveis.
Desde o início do ano, foram vendidos 1,24 milhão de veículos elétricos a bateria na região, um crescimento de 33,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Em junho, os registros de BEVs em 17 mercados europeus cresceram 39,5% na comparação anual, para 275.060 veículos, elevando a participação dos carros totalmente elétricos para 25,6% do mercado, segundo dados da E-Mobility Europe, New Automotive e Fier Automotive.
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O desempenho robusto da categoria reflete movimentos estratégicos gigantes da indústria e do bloco europeu.
Pressionadas pelas metas rigorosas de emissões da União Europeia para a década e pela meta de banimento de motores a combustão para 2035, marcas locais aceleraram o lançamento de modelos elétricos de entrada (mais compactos e acessíveis), além de que o mercado europeu vive um momento de ajuste após a imposição de tarifas adicionais sobre elétricos importados da China. Esse cenário forçou montadoras europeias e chinesas a buscarem maior nacionalização, parcerias e eficiência de custos em solo europeu.
Este avanço nas vendas é respaldado pela expansão da infraestrutura de recarga na Europa, cujo total de pontos públicos de abastecimento, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), supera a marca de 1 milhão de unidades. Embora o ritmo de adoção varie entre as nações, a liderança da rede está concentrada em mercados maduros como a Holanda, que lidera com mais de 180 mil carregadores públicos, seguida de perto por Alemanha (160 mil) e França (155 mil).
A tendência é de uma cobertura ainda mais robusta, impulsionada pela regulamentação europeia de infraestrutura para combustíveis alternativos (AFIR), que torna obrigatória a instalação de estações de recarga rápida de pelo menos 150 kW a cada 60 km nas principais rodovias do bloco.
Em paralelo, novas diretrizes de eficiência energética passaram a exigir que edifícios residenciais e comerciais tragam pré-cabeamento elétrico em suas estruturas, facilitando a instalação de carregadores privados e reduzindo custos futuros de adaptação para os proprietários.
*Com informações da Reuters
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