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Quarta-feira, 03 de Junho de 2026

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Morte em piscina de academia em SP: veja o que dizem envolvidos no caso

Proprietários indiciados por homicídio atribuem erro a manobrista, enquanto funcionário afirma ter seguido ordens da gerência; estabelecimento operava sem alvará

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Morte em piscina de academia em SP: veja o que dizem envolvidos no caso
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A PCESP (Polícia Civil do Estado de São Paulo) indiciou por homicídio os três proprietários da academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, zona leste da capital.

A investigação apura a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, e a intoxicação de outras seis pessoas por cloro adulterado durante uma aula de natação no último sábado (7).

O delegado Alexandre Bento, do 42º DP, também solicitou a prisão dos empresários.

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A versão dos proprietários

Em depoimento à polícia, os donos da academia atribuíram a responsabilidade pelo incidente ao manobrista, que acumulava a função de realizar a manutenção da água. Um dos sócios afirmou que imagens de segurança mostram o funcionário manuseando o produto químico de forma inadequada, gerando uma névoa tóxica no ambiente.

O sócio Celso Bertolo Cruz confessou ter apagado mensagens de celular trocadas com o manobrista no dia da tragédia, alegando ter agido por “desespero” ao saber da morte da aluna.

Ele também admitiu que, em 2025, optou por não contratar uma empresa especializada para a manutenção fixa da piscina, preferindo manter a responsabilidade por conta própria após a resolução de um problema técnico anterior.

O que diz o manobrista

O manobrista, que trabalha no estabelecimento há cerca de três anos, declarou em oitiva que não possui qualificação técnica para o tratamento da água e que apenas “cumpria ordens” da gerência.

Ele relatou ter tentado contato com o gerente por três vezes ao perceber que os alunos corriam perigo, mas não obteve sucesso imediato.

Segundo o depoimento do funcionário, ao ser informado sobre os alunos passando mal, o proprietário teria respondido apenas “paciência”. O manobrista disse ainda que recebeu uma ligação no dia seguinte orientando-o a sair de casa, sob a justificativa de que a polícia estaria “batendo na porta de todo mundo”.

Vítimas e irregularidades

O incidente deixou sete vítimas, sendo Juliana a única fatal após sofrer uma parada cardíaca. Entre os sobreviventes, o marido da professora e um adolescente de 14 anos — com graves lesões pulmonares — precisaram de internação em UTI.

Testemunhas relataram cheiro químico intenso e sintomas de queimação nos olhos e pulmões.

A Subprefeitura da Vila Prudente interditou a academia preventivamente após constatar que o local não possuía alvará de funcionamento e mantinha uma situação precária de segurança.

Segundo a polícia, os responsáveis fecharam o prédio e abandonaram o local sem acionar as autoridades, obrigando os agentes a arrombarem o imóvel para a realização da perícia e coleta de amostras de água.

O caso aguarda os laudos definitivos do IC (Instituto de Criminalística) e do IML (Instituto Médico-Legal).

Em nota oficial, a direção da C4 Gym lamentou o ocorrido, afirmou ter prestado atendimento imediato aos envolvidos e declarou que colabora com as investigações.

FONTE/CRÉDITOS: robertosouza
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