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Na terça-feira (13/10), um motorista que enfrentava acusações de ter atropelado e causado a morte de um idoso de 81 anos foi declarado inocente pela Justiça de Guarujá, litoral de São Paulo. A decisão foi baseada na falta de provas contundentes que o ligassem ao crime de homicídio culposo na direção de veículo e à omissão de socorro.
O acidente ocorreu na madrugada de 29 de maio de 2025, no quilômetro 8 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni. Eustáquio Neves de Almeida, a vítima, tentava cruzar a pista quando foi atingido por um Hyundai HB20, vindo a falecer no local.
Após o incidente, o motorista se retirou do local sem prestar auxílio. Horas mais tarde, a polícia encontrou o carro abandonado no bairro Vila Lígia, onde foi encontrada uma garrafa de uísque quase vazia dentro do veículo. Contudo, não foi realizado qualquer teste de bafômetro ou outro exame que pudesse confirmar o consumo de álcool na ocasião.
O Ministério Público de São Paulo havia acusado o condutor, mas, na etapa final do processo, também solicitou a absolvição, considerando a falta de evidências.
O juiz Gabriel Vieira Rodrigues Ferreira, da 2ª Vara Criminal de Guarujá, apontou em sua sentença que a perícia identificou marcas de frenagem e estimou que o veículo trafegava a uma velocidade entre 30 e 40 km/h.
O laudo ainda revelou a ausência de faixa de pedestres ou passarela em um raio de 50 metros. A análise judicial indicou que a vítima teria adentrado a pista de forma inesperada. Além disso, a neblina e a iluminação deficiente contribuíram para a diminuição da visibilidade.
A evidência médica de que o idoso faleceu no instante do impacto também foi levada em conta ao avaliar a questão da omissão de socorro. Assim, a denúncia foi considerada improcedente e o motorista foi absolvido.
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