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Após quase dois meses desde o início das competições oficiais e da pré-temporada, o Real Madrid ainda não definiu um time titular. Isso tem levado a um desempenho irregular por parte da equipe de José Mourinho, que, mesmo conquistando três vitórias seguidas, incluindo uma virada histórica contra a Roma, ainda enfrenta questões na escalação.
Ainda há incertezas sobre a dupla de volantes da equipe. Aurelién Tchouaméni e Fede Valverde têm sido os escolhidos desde o último mês, porém ambos demonstram dificuldades na saída de bola, que se revela como uma das maiores fraquezas coletivas do time atualmente.
Pressionado a escalar jogadores com mais qualidade nessa posição, como Arda Güler e Bernardo Silva, Mourinho viu o primeiro atuar como titular ao lado de Tchouaméni no último domingo (18), em uma vitória por 4 a 1 contra o Sevilla. No entanto, o técnico português considera improvável utilizar os dois juntos em campo.
Em coletiva nesta terça-feira (20), antes da partida contra o RB Leipzig, ele mencionou que a escolha dos jogadores do meio depende do contexto do jogo, buscando equilibrar a qualidade com a capacidade defensiva. Para Mourinho, se Bernardo e Güler tivessem começado no jogo contra a Roma, o Real Madrid teria sido goleado.
— No dia seguinte, jogamos com um meio-campo diferente, com um jogador mais posicional e outro mais criativo. Isso varia conforme a situação. Busco sempre a melhor combinação para garantir equilíbrio e qualidade. Se tivéssemos iniciado o jogo em Roma com Bernardo e Arda, poderíamos ter sofrido cinco gols, pois não tínhamos a capacidade para sustentar aquilo. Às vezes estarei certo, outras vezes não.
Mourinho admite que seu Real Madrid ‘ainda falta muito'
Apesar de seu perfil confiante — que pode ser interpretado como arrogância por muitos –, Mourinho reconheceu que sua equipe ainda está longe do ideal que ele e sua comissão técnica almejam. “Estou perfeitamente ciente disso, mas não podemos perder de vista que ainda há muito a ser feito em diferentes aspectos”, declarou.
— Ainda falta muito. Estamos aqui há três meses. É impossível estar onde queremos. Precisamos sempre melhorar coletivamente. À medida que adquirimos mais conhecimento, mais empatia conseguimos desenvolver. As exigências são máximas. […] Por exemplo, o aspecto tático é um acúmulo de conhecimento. Não sou um treinador teimoso, que vive ou morre por uma ideia. Isso implica que estou sempre aberto a analisar e compreender as situações para buscar o melhor resultado.
Hoje, 20 de outubro, marca o 100º dia da segunda passagem do português no comando do Santiago Bernabéu. Não tem sido um período fácil, pois encontrou um clube sob pressão pela falta de títulos desde 2024 e o desafio de integrar as várias estrelas da equipe.
— Eu estava preparado. Não posso dizer que fui surpreendido ou afirmar que esperava algo melhor ou pior. Esperava encontrar o que encontrei. Quis observar tudo com meus próprios olhos e ouvir as pessoas. Não cheguei aqui pensando que ficaria por 100 dias ou três anos. Busco dar o meu máximo todos os dias — analisou o treinador.
José Mourinho em treino do Real Madrid (Foto: IMAGO / Alterphotos)
Embora esteja 100% na Champions League, competição na qual enfrenta o Leipzig nesta quarta (21), Mourinho está ciente da pressão devido à vantagem de seis pontos do Barcelona na liderança de La Liga. O El Clásico deste domingo (27) representa uma chance de reverter a crise atual, mas o adversário tem se destacado como o melhor time do mundo nesta temporada, conquistando todas as suas partidas. Promete ser um grande jogo no Camp Nou.
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