Um homem foi preso em flagrante por feminicídio, na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, na noite da última segunda-feira (10), após policiais militares localizarem a vítima, de 33 anos, em um imóvel abandonado.
A SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) informou que, de acordo com as investigações, ele teria matado a mulher após uma discussão.
Ao ser localizado pelos agentes, o homem tentou fugir, mas foi detido. Com ele, estavam os documentos e o celular da vítima.
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A Secretaria de Segurança Pública afirma que a perícia foi acionada para o local, o caso foi registrado como feminicídio e localização/apreensão de objeto no 27º Distrito Policial (Dr. Ignácio Francisco). O homem permanece preso.
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1.571 vítimas de feminicídio foram registradas no Brasil em 2025, correspondendo a uma taxa de 1,4 feminicídios para cada 100 mil mulheres, segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Os dados mostram que, em 2025, 44,4% de todas as mulheres assassinadas no país, morreram por razões de gênero. Este percentual é o maior desde 2015, quando o feminicídio passou a integrar o Código Penal brasileiro.
A pesquisa aponta que os estados do Amapá, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, apresentaram as maiores taxas de feminicídio e as mulheres mais afetadas são negras e estavam em idade economicamente ativa. Em 2025, 65,1% das vítimas eram negras, 56,5% tinham entre 25 e 44 anos e 62,5% foram mortas dentro da própria residência.
Quando a autoria foi identificada, 96,4% dos feminicídios foram cometidos por homens. Em 60,9% dos casos, o autor era o parceiro íntimo da vítima; em 18,9%, um ex-parceiro; e em 12,1%, um familiar.
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