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Musical Canto Para Todos inicia temporada com sonoridade mineira e identidade rondoniense

Uma viagem que une música, memória e cultura entre as montanhas de Minas Gerais e os rios de Rondônia

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Musical Canto Para Todos inicia temporada com sonoridade mineira e identidade rondoniense
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Uma viagem que une música, memória e cultura entre as montanhas de Minas Gerais e os rios de Rondônia

14, out., 2026 Atualizado há 4 horas

No Teatro Palácio das Artes, em Porto Velho, as canções que atravessam gerações adquiriram novos significados na estreia do musical Canto Para Todos, ocorrida na terça-feira (13/10). O evento, produzido pelo coral Canto Livre, composto em sua maior parte por servidores do Ministério Público de Rondônia (MPRO), promoveu uma jornada musical que conecta Minas Gerais a Rondônia, guiada por memórias e raízes culturais brasileiras. As apresentações continuarão nesta quarta e quinta-feira (14 e 15/10).

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Comemorando o Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro, o espetáculo foi inaugurado pelo Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago. Ele deu as boas-vindas ao público, ressaltando o amor e a dedicação dos coralistas ao longo dos 12 anos de história do Canto Para Todos, um presente que os servidores oferecem à sociedade rondoniense.

Alexandre também enfatizou a importância da arte como meio de comunicação e interação. Para ele, a trajetória do coral é uma chance de compartilhar talentos, aproximar as pessoas e levar a música para além do espaço de trabalho, promovendo um encontro recheado de cultura e convivência.

Com o tema “Das Geraes ao Mamoré”, a apresentação revisitava clássicos da música mineira, conectando essa sonoridade à identidade rondoniense. Sob a regência da maestra Sabrynne Sampaio de Sena, 43 cantores, seis músicos e uma equipe técnica de 20 profissionais deram vida a uma narrativa expressa por vozes, imagens e movimentos.

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Inspirado em grande parte pelo Clube da Esquina, um movimento que teve um impacto significativo na música brasileira, o espetáculo homenageou artistas como Milton Nascimento, Wagner Tiso e Toninho Horta. Com suas melodias, poesias e arranjos que atravessaram gerações, esses compositores ajudaram a moldar uma sonoridade que ainda emociona o público.

A obra de Milton Nascimento, em particular, tem um lugar especial na história do Canto Para Todos, guiando o musical por memórias que evocam as cidades mineiras e suas vivências que fazem parte da história brasileira.

O repertório incluiu clássicos como Trem Azul, Vento Solar, Caçador de Mim, Bailes da Vida e Canção da América. Cada canção traz ao palco um fragmento da poesia mineira e abre espaço para novas interações com a cultura rondoniense.

Mais do que uma homenagem aos grandes nomes da música, o espetáculo visa demonstrar como regiões geograficamente distantes podem compartilhar histórias que se entrelaçam, mesmo com paisagens e costumes diversos.

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A jornada musical não se limita às montanhas mineiras. Em Rondônia, a narrativa também abrange os trilhos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, os rios, a floresta e a vida dos povos locais.

Elementos da cultura amazônica são trazidos ao espetáculo por meio do canto indígena, dos sons da mata e da presença dos beiradeiros, que vivem às margens dos rios, estabelecendo uma relação próxima com essas águas.

Dessa forma, a sonoridade mineira se fundiu com os ritmos e referências de Rondônia, resultando em uma apresentação que uniu diferentes paisagens e histórias através da música, uma linguagem universal.

No palco, as vozes do coral se entrelaçam aos instrumentos e às cenas, construindo essa travessia. A cada música, o público é convidado a refletir sobre o passado, sem desconsiderar a rica cultura contemporânea.

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Um dos momentos mais impactantes da apresentação ocorreu com a exibição de imagens em preto e branco de 1997, que trazem referências à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a conhecida Ferrovia do Diabo, aproximando a narrativa musical da história de Rondônia.

Ligada à formação de Porto Velho, a ferrovia carrega memórias de trabalho, deslocamentos e encontros entre pessoas de diversas origens. A inclusão dessas imagens no espetáculo ampliou a discussão sobre a história brasileira e as memórias que formam a identidade rondoniense.

Nesse contexto, a música se torna um meio de contar histórias. As imagens, vozes e sons ajudam a conectar tempos e lugares, destacando que a cultura é moldada pelas experiências de várias comunidades.

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Mais de 700 pessoas estiveram presentes na estreia. O público se levantou em aplausos, encerrando de forma vibrante a primeira noite do Canto Para Todos.

Unindo as Geraes ao Mamoré, o espetáculo evidencia que a música pode transpor barreiras sem eliminar as diferenças. Ela conecta histórias, valoriza culturas e mantém vivas as recordações de um povo.

Novas apresentações

As próximas exibições do musical ocorrerão nesta quarta-feira (14/10) e quinta-feira (15/10). A apresentação do dia 15 contará com a participação especial dos artistas Toninho Horta e Wagner Tiso, também no Teatro Estadual, às 19h.

Adicionalmente, haverá apresentações em Vilhena, no dia 27 de outubro, na faculdade Favoo, e em Cacoal, no dia 28, no Teatro Municipal.

A entrada é 1 kg de alimento não perecível e ingressos podem ser adquiridos pela plataforma Sympla.

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