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O dilema entre proteger a base e aumentar o mercado de veteranos no Brasileirão

Até o momento, dos 17 gols marcados pelo Palmeiras na Copa Libertadores, 11 foram anotados por atletas estrangeiros. O Verdão, representando o sul da América, conta com seis estrangeiros na equipe titular e mais dois no banco, sem contar ‘El Maurício’, o novo paraguaio. Na sua partida contra o Estudiantes na quinta-feira (15), o Flamengo começou com 4 ...

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
O dilema entre proteger a base e aumentar o mercado de veteranos no Brasileirão
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O dilema entre proteger a base e aumentar o mercado de veteranos no Brasileirão

Até agora, dos 17 gols que o Palmeiras marcou na Copa Libertadores, 11 foram feitos por jogadores estrangeiros. O Verdão, um clube sul-americano, tem em seu time seis estrangeiros como titulares e mais dois no banco, sem contar ‘El Maurício’, o novo reforço paraguaio.

Na partida contra o Estudiantes na última quinta-feira (15), o Flamengo começou com 4 jogadores estrangeiros, além de 5 reservas, totalizando 9 atletas que, a partir do próximo ano, precisarão ser reduzidos gradualmente até um novo limite de 5 em 2030.

Reação de Palmeiras, Flamengo e outros gigantes à redução de estrangeiros no Brasileirão

É realmente a melhor solução para proteger, valorizar e criar oportunidades para atletas da base? Tenho minhas dúvidas. Acredito que a formação de base no Brasil enfrenta outros desafios, muitas vezes relacionados a uma mentalidade de curto prazo, priorizando títulos em vez de desenvolver jogadores.

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Por outro lado, não posso afirmar que a medida da CBF seja a correta. Entretanto, reconheço que o órgão acertou ao identificar um tema relevante — a situação da idade avançada das equipes brasileiras, que pode ser agravada pela chegada de tantos estrangeiros.

Atualmente, três clubes brasileiros estão competindo pelo título continental: Flamengo e Palmeiras, que dominaram o Brasil e a América do Sul na última década, e o Fluminense, campeão da Libertadores em 2023 e a equipe sul-americana com o melhor desempenho no Mundial de Clubes no ano passado. Podemos concluir que são três times fortes.

Giay celebra gol pelo PalmeirasGiay celebra gol pelo Palmeiras (Foto: Marina Uezima / Brazil Photo Press / IMAGO)

É interessante analisar a faixa etária dos titulares dessas equipes durante os jogos da semana passada. Surpreendentemente, entre os 33 jogadores, apenas um é sub-25 — o Giay, lateral-direito argentino do Palmeiras. O próximo mais jovem é o meio-campista Martinelli, do Fluminense, que tem 25 anos, mesma idade do atacante argentino Flaco Lopez, do Palmeiras. Depois, há dois jogadores do Flamengo, Samuel Lino, de 26, e Emerson Royal, de 27, ambos vindos do futebol europeu. Todos os demais titulares, somando 28 atletas, têm 28 anos ou mais, em muitos casos, bem mais.

Isso certamente se reflete em campo.

O Flamengo é um time excelente, capaz de jogar o futebol mais bonito do continente. Contudo, às vezes demonstra sinais de um elenco envelhecido, especialmente na posição crucial dos volantes. Lembra-se do controle excepcional em um jogo difícil fora de casa contra o Internacional na Libertadores do ano passado? Isso já faz tempo.

Nos últimos dois jogos na competição, em casa contra o Independiente del Valle e fora contra o Estudiantes, a equipe não conseguiu manter o mesmo controle, apresentando alguns sinais preocupantes.

O Fluminense também tem encontrado dificuldades para atuar na Libertadores com a intensidade necessária para criar oportunidades de gol. Qual será a estratégia para a partida de quarta-feira, de volta contra o Palmeiras, onde apenas a vitória interessa? Lembro da sabedoria de Renato Portaluppi no Mundial de Clubes. Ele percebeu que, em um nível de futebol mais intenso, era preciso repensar o papel dos veteranos. Segundo Renato, Thiago Silva deveria jogar protegido, no meio de uma linha de três zagueiros. E não houve espaço para Paulo Henrique Ganso.

É difícil imaginar que o Marcão tome uma decisão semelhante. É mais provável que ele mantenha a confiança no time que já possui. Afinal, o Marcão acabou de perceber que um time de veteranos pode se recuperar. No domingo (18), os reservas do Fluminense sofreram uma derrota de virada, por 2 a 1, contra o Santos no Maracanã.

No Santos, dos titulares, apenas um era estrangeiro, Barreal, que é um dos mais jovens do elenco, além de contar com sete atletas brasileiros, todos com 30 anos ou mais e vasta experiência no futebol europeu. Isso nos leva ao ponto central sobre a idade avançada das equipes brasileiras.

A questão não se resume exclusivamente a jogadores estrangeiros. O Brasil produz tantos talentos no futebol que sempre há vários jogadores que foram para o exterior e estão buscando retornar — seja pela idade, por desempenho insatisfatório fora ou simplesmente por preferência. E os clubes da Série A têm recursos financeiros suficientes para contratá-los. Portanto, não se trata de uma questão de nacionalidade, mas sim de uma oferta significativa de veteranos.

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