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Pesquisas mostram dificuldade de virar votos, diz CEO da AP Exata

Ao WW, Sergio Denicoli aponta que alta rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro torna improvável mudança significativa no eleitorado em 2026

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Pesquisas mostram dificuldade de virar votos, diz CEO da AP Exata
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Pesquisas eleitorais divulgadas nesta sexta-feira (16) indicaram um avanço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação a Flávio Bolsonaro (PL) no cenário de segundo turno das eleições de 2026.

Para Sergio Denicoli, CEO da AP Exata e cientista de dados, ao WW, os números apenas confirmam uma tendência já observada: a enorme dificuldade de converter votos nessa etapa do pleito.

Denicoli avaliou os principais episódios da semana no contexto eleitoral, entre eles a discussão sobre a escala 6×1, a redução da maioridade penal e a proposta de tarifa zero no transporte público. Segundo ele, nenhuma dessas pautas gerou o impacto esperado nas intenções de voto.

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A “bala de prata” que não funcionou como esperado

Na avaliação de Denicoli, a pauta da escala 6×1 era a mais promissora para Lula, justamente por transcender as fronteiras ideológicas.

“A 6×1 era a bala de prata do governo, porque ela abrange pessoas que não são só da esquerda. É uma pauta do trabalhador”, afirmou.

O especialista destacou que pesquisas realizadas pela AP Exata mostraram que eleitores de direita com carteira assinada também apoiavam a mudança. “Nós medimos isso e pessoas de direita também eram a favor, contanto que trabalhasse como CLT”, acrescentou.

Denicoli apontou, no entanto, que uma intensa onda de desinformação nas redes sociais prejudicou o potencial da pauta.

Segundo ele, circularam informações falsas sugerindo que Flávio Bolsonaro não manteria uma eventual escala 5×2. “Isso foi muito falado, tanto que hoje ele aproveitou o espaço que teve no Jornal Nacional para poder rebater isso”, disse o especialista.

O resultado foi parcial: “Funcionou, de certa forma, só que não foi uma efusividade tão grande quanto o PT esperava.”

Rejeição elevada dificulta conversão de votos

Para Denicoli, o principal obstáculo enfrentado por ambos os candidatos é o alto índice de rejeição entre o eleitorado.

Com uma margem muito pequena entre os dois e um grande número de eleitores ainda indecisos ou propensos à abstenção, qualquer tentativa de ampliar a base de apoio torna-se uma tarefa complexa.

“A rejeição dos dois é muito grande. Então, é preciso convencer muitos eleitores, principalmente os que não foram votar”, explicou.

O especialista reforçou que o ceticismo do eleitorado é estrutural e que pacotes de medidas populares dificilmente serão suficientes para alterar o quadro geral.

“É muito difícil, realmente, com esses pacotes de bondades que vão aparecendo, haver uma massa tão grande de pessoas ao ponto de mudar o resultado da eleição, que no primeiro turno foi mais favorável ao Flávio”, concluiu Denicoli.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites

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