A Petrobras avalia que poderá distribuir dividendos extraordinários neste ano, caso registre um alto nível de fluxo de caixa, e observa que a guerra no Irã trouxe margens melhores, uma vez que os preços do petróleo dispararam, disseram executivos da petroleira nesta sexta-feira (6).
Eles acrescentaram que a empresa tem exportado volumes recordes, com novas plataformas em operação, e vende geralmente para mercados fora da rota dos conflitos, como China, Índia e Europa.
O petróleo Brent, que operava a cerca de US$ 72 por barril no fim de fevereiro, disparou para mais de US$ 90 por barril nesta sexta-feira, após os conflitos atingirem importantes estruturas e vias de escoamento do setor de petróleo no Golfo Pérsico.
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“Se a gente entender que temos um nível elevado de caixa, a gente adoraria… fazer uma distribuição de dividendos extraordinários, desde que a gente tenha certeza que não há impacto na financiabilidade dos nossos projetos”, disse o diretor financeiro, Fernando Melgarejo.
Em um cenário de volatilidade no mercado de petróleo, o executivo também disse que a companhia atua com cautela e vai focar primeiramente no cumprimento dos investimentos previstos no plano de negócios.
A companhia está avaliando os efeitos do cenário atual, em função da guerra, para identificar qual é o novo patamar de preço de petróleo, disse o CFO. Nesse contexto, os executivos evitaram dar uma previsão de quando poderá haver um reajuste de preços de combustíveis no mercado interno.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, complementou dizendo que “se essa volatilidade for tão grande e essa subida do preço for tão grande assim, certamente ela vai exigir, vamos dizer assim, respostas mais rápidas do que as que exigiriam se a subida fosse mais lenta”.
“Mas, como você mesmo disse, nesse momento a gente não tem certeza sequer dessa premissa.”
O diretor-executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser, afirmou que a “foto do momento” é que a petroleira tem observado margens melhores, mesmo com aumento dos preços do frete em função da guerra.
“Eu acrescentaria também o fato de que os mercados que a gente abastece são mercados que estão fora da região de conflito, então nós não estamos ali na região do Golfo (Pérsico), na região toda onde tem o conflito”, disse o executivo.
“A gente tem todos os fluxos que vão especialmente para a Índia, China e Europa…, então, de uma certa forma, há uma valorização e um posicionamento interessante para a companhia.”
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