A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (29/9) a Operação Piratas do Caribe, com o objetivo de desarticular uma quadrilha que explorava migrantes no Amapá.
Os policiais cumprem 18 mandados de busca e apreensão em Tartarugalzinho, Oiapoque, Santana e Macapá, além de 17 medidas de monitoramento eletrônico. Em um dos endereços, foi encontrado um cofre recheado de dinheiro.
Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava no transporte irregular de migrantes, principalmente cubanos e haitianos, cobrando valores abusivos e ameaçando expulsá-los do país caso se recusassem a pagar. O inquérito teve início após denúncia na delegacia da PF em Oiapoque, que revelou um esquema de extorsão disfarçado de transporte, mantendo famílias inteiras reféns.
A operação também investiga o acidente trágico de 25 de março na BR-210, em Porto Grande, quando cinco pessoas morreram em uma batida frontal. Entre as vítimas estavam duas crianças — um bebê de quatro meses e um menino de seis anos.
No Nissan Versa cinza envolvido no acidente, viajavam seis pessoas:
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Suzana De La Caridad Scull Marcel, 31 anos (sobreviveu)
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Vladimir Aldana Rodriguez, 31 anos (sobreviveu)
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Aldo Milan, bebê de quatro meses (morto)
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Hilda Menéndez Valdés, 62 anos (morta)
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Yohany Rico Menéndez, (morto)
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Messias Ramos Teixeira, motorista contratado (morto)
A operação busca responsabilizar os envolvidos e combater a exploração de migrantes na região, reforçando a atuação da PF contra organizações criminosas que se aproveitam da vulnerabilidade de pessoas estrangeiras.
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