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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026

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PMs acusados de matar jovem rendido em Paraisópolis irão a júri em SP

Renato Torquatto e Robson Noguchi serão julgados em 28 de julho por homicídio qualificado de Igor Oliveira em julho de 2025; júri dos outros dois acusados ainda terá data marcada

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
PMs acusados de matar jovem rendido em Paraisópolis irão a júri em SP
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Os quatro policiais militares acusados de matarem a tiros um jovem rendido, em 10 de julho de 2025, na comunidade de Paraisópolis, na zona Sul de São Paulo, serão julgados pelo Tribunal do Júri.

Renato Torquatto da Cruz, Robson Noguchi de Lima, Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus são réus pelo homicídio qualificado de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, durante uma operação policial.

O júri de Renato e Robson irá ocorrer no dia 28 de julho, às 10h30, no Fórum Criminal da Barra Funda. Já a data do julgamento de Victor e Hugo ainda não foi definida porque o processo foi desmembrado e os júris vão ocorrer de forma separada.

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De acordo com a sentença, a qual a CNN Brasil teve acesso, os policiais militares iniciaram uma perseguição a suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, que se esconderam em um quarto de uma residência. Segundo os agentes, eles estariam armados.

Ao serem localizados atrás de uma cama, os policiais ordenaram que os homens colocassem as mãos na cabeça, ordem que foi atendida pelos suspeitos, incluindo a vítima, que se rendeu.

A promotoria afirma que, mesmo com a rendição, Renato Torquatto da Cruz disparou contra Igor enquanto ele estava com as mãos levantadas e apoiadas na cabeça. Na sequência, o outro policial, Robson Noguchi de Lima, atingiu o jovem com um disparo de espingarda.

Igor aparece na imagem com uma mão pra cima e ao se levantar, o agente atira contra ele • Reprodução/CNN

Os réus Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus foram indiciados pelo mesmo crime, embora os disparos fatais tenham sidos provenientes dos outros dois agentes. Para a justiça, os militares concorreram, de qualquer modo, para a prática do crime, prestando auxílio moral e material aos executores.

Além disso, ambos teriam participado da abordagem e rendição dos suspeitos, também efetuando disparos de arma de fogo dentro do quarto onde Igor foi morto.

Segundo testemunhas, os policiais adentraram o cômodo gritando e perguntaram se Igor tinha passagem criminal. Ao ouvirem a negativa, ordenaram que ele se levantasse e, no momento em que ele ficou de pé com as mãos estendidas, iniciaram os tiros.

Em um dos depoimentos, uma testemunha relatou que não havia arma e nem droga no local.

Em setembro do ano passado, o laudo pericial apontou que o policial militar Renato Torquatto da Cruz foi o autor dos disparos que mataram Igor Oliveira. 

O que diz a defesa

A defesa dos policiais afirma que um dos indivíduos fez menção de sacar uma arma e, por isso, os policiais efetuaram os disparos.

Nos autos do processo, a defesa de Hugo e Renato pediu a absolvição sumária, sustentando legítima defesa. A defesa de Robson e Victor Henrique também pleitearam absolvição sumária.

À CNN Brasil, o advogado dos réus Robson e Victor, que seguem presos, afirmou que as câmeras corporais não demonstraram a realidade. “A defesa pretende demonstrar aos jurados a legalidade da ação policial, eis que as câmeras corporais não mostraram a realidade”, diz a nota.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

FONTE/CRÉDITOS: Bruna Lopes
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