Portugal solicitou à União Europeia, à Espanha e ao Marrocos que mantenham aeronaves de combate a incêndios adicionais em prontidão, caso os incêndios florestais se agravem durante a onda de calor, afirmou o primeiro-ministro Luís Montenegro nesta sexta-feira (3).
Ele explicou que essa medida incomum não foi motivada por uma escassez de recursos nacionais, mas pelo que descreveu como uma “situação excepcional” nos próximos dias, com “todo o país enfrentando um risco muito alto de incêndios florestais”.
“Acreditamos que é melhor receber apoio de nossos aliados da UE e dos vizinhos mais próximos do que desviar recursos de outras partes do país onde eles estão atualmente mobilizados”, disse ele em uma coletiva de imprensa, explicando por que Lisboa ativou o Mecanismo de Proteção Civil da UE e os acordos bilaterais com a Espanha e Marrocos.
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Algumas regiões de Portugal continental estão sob alertas meteorológicos vermelhos emitidos pelo Instituto Português de Meteorologia e Atmosfera (IPMA), com temperaturas ultrapassando os 40°C em alguns distritos.
Portugal permanece em estado de alerta até o final da segunda-feira (6), com as autoridades restringindo o acesso a certas áreas florestais, proibindo trabalhos florestais com uso de maquinário e impedindo que os agricultores realizem queimadas controladas.
Mais de 2.800 bombeiros, apoiados por 864 veículos e 32 aeronaves, combatiam seis incêndios florestais em todo o território de Portugal nesta sexta-feira (3), sendo que o maior deles ocorria no distrito central de Viseu, disseram autoridades da Defesa Civil.
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