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Uma dedução de pontos pode levar o Manchester City a ser rebaixado para a Championship, a segunda divisão do futebol inglês, além de resultar em uma multa substancial. Essa informação foi divulgada pelo “Daily Mail”, em uma reportagem exclusiva do chefe de esportes do jornal, Oliver Holt, publicada nesta segunda-feira (19).
Fontes próximas ao processo, que foram consultadas pelo veículo britânico, acreditam que a dedução de pontos é uma possibilidade mais viável do que a expulsão do clube do sistema profissional do futebol inglês. A punição em questão está ligada ao processo em que uma comissão independente considerou o City culpado pela maioria das acusações de infrações financeiras apresentadas pela Premier League.
O clube já recorreu da decisão e nega as acusações, mas a expectativa de uma sanção rigorosa intensifica a pressão sobre os atuais líderes do futebol inglês.
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A ameaça ao futuro do Manchester City
Conforme apurado pelo Daily Mail, a sanção pode ir além do rebaixamento. Existe a possibilidade de uma nova dedução de pontos na próxima temporada, o que manteria o Manchester City na Championship por pelo menos mais um ano. O jornal destaca que, no entanto, essa perspectiva depende das decisões das autoridades competentes, e a English Football League (EFL), responsável pelas divisões inferiores, não é obrigada a aceitar uma eventual punição adicional.
As fontes consultadas por Holt consideram improvável, neste momento, o cenário extremo de expulsão da Premier League e de reinício do clube na League Two, a quarta divisão inglesa. Tal medida teria repercussões profundas tanto para a Premier League quanto para a EFL, afetando aspectos esportivos, comerciais e institucionais.
A reportagem ainda menciona que a liga estaria buscando anunciar a punição antes da finalização do recurso do Manchester City. De acordo com as informações do jornal, é pouco provável que o julgamento da apelação seja concluído antes do fim de janeiro. Até lá, a incerteza sobre o futuro esportivo do clube permanece.
Enzo Maresca, técnico do Manchester City, no banco de reservas (Foto: Mark Cosgrove / News Images / IMAGO)
O processo contra o Manchester City teve início a partir de acusações de violações das normas financeiras da Premier League ao longo de nove temporadas, de 2009/10 a 2017/18. A investigação, que foi anunciada em 2023 após anos de apuração, incluiu alegações relacionadas à apresentação de informações financeiras, pagamentos e contratos comerciais, cumprimento de limites de gastos e cooperação do clube com as autoridades.
Em setembro de 2026, uma comissão independente determinou que o City havia cometido infrações graves às normas financeiras e validou a maior parte das acusações. Entre as conclusões estavam a utilização de acordos comerciais fictícios para inflar receitas e diminuir custos, além da apresentação de informações financeiras incorretas. A Premier League também destacou falhas na cooperação durante a investigação.
O Manchester City contestou a decisão e apresentou um recurso no início de outubro. Em nota, o clube afirmou que a decisão continha erros relevantes de direito, princípio e fato, além de reafirmar sua inocência. O processo de apelação é conduzido por um painel independente, e a audiência permanece privada até que a divulgação do resultado seja autorizada.
Até o momento, não há uma punição oficial divulgada. As possibilidades discutidas em relação ao caso incluem dedução de pontos, uma multa elevada e até rebaixamento, mas essas alternativas ainda não podem ser consideradas decisões confirmadas. A apuração do Daily Mail sugere o que fontes próximas ao processo consideram mais provável, sem descartar a possibilidade de mudanças nas etapas legais.
Futuro dos proprietários em jogo e crítica à demora na decisão
Além das potenciais sanções esportivas, Holt também considera a permanência dos atuais proprietários do Manchester City. O jornalista observa que, caso o recurso não tenha êxito, será complicado justificar a continuidade do mesmo grupo que gerencia o clube após uma decisão dessa magnitude.
Ele ainda argumenta que a permanência dos proprietários poderia afetar a credibilidade do sistema regulatório do futebol inglês, principalmente do Regulador Independente do Futebol. Contudo, a questão vai além da responsabilização: o City se tornou uma potência esportiva e comercial com o apoio financeiro de Abu Dhabi, e uma possível mudança de controle levantaria questionamentos sobre a capacidade do clube de manter sua estrutura e nível de investimento.
O CEO do Manchester City, Ferran Soriano, acompanha jogo contra o Ipswich. Foto: IMAGO / APL
A lentidão para a definição do caso também é um ponto alvo de críticas. De acordo com Holt, quanto mais tempo a decisão e o recurso permanecerem sem resolução, maior será o período de incerteza para a liga e para os clubes envolvidos nas disputas esportivas e financeiras.
Por ora, o Manchester City continua em atividade enquanto busca reverter a decisão da comissão independente. Segundo a apuração do Daily Mail, está em jogo não apenas a possibilidade de perda de pontos e rebaixamento, mas também o risco de enfrentar restrições que prolonguem sua permanência na segunda divisão e que coloquem em discussão o futuro de seus proprietários.
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