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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026

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Preços do petróleo têm pregão volátil com incertezas sobre fim da guerra

Investidores aguardavam esclarecimentos sobre o andamento das negociações entre os EUA e o Irã

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Preços do petróleo têm pregão volátil com incertezas sobre fim da guerra
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Os preços do petróleo oscilam o sinal em um pregão instável nesta segunda-feira (6), enquanto os investidores aguardavam esclarecimentos sobre o andamento das negociações entre os EUA e o Irã e permaneciam cautelosos com perdas contínuas de oferta devido a interrupções no transporte marítimo.

Por volta das 11h30, os contratos futuros do petróleo Brent recuam 0,58%, para US$ 108 o barril.

Enquanto o WTI, referência no mercado americano, é negociado em baixas alta de 0,60%, a US$ 110 o barril.

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As oscilações de preços no mercado asiático nesta segunda-feira foram insignificantes se comparadas à alta de 11% do WTI e de 8% do Brent na sessão anterior, na quinta-feira (2), o maior aumento absoluto de preços desde 2020.

Os EUA e o Irã receberam a estrutura de um plano para encerrar as hostilidades, mas o Irã rejeitou a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, depois que o presidente Donald Trump ameaçou impor um “inferno” a Teerã caso o país não chegasse a um acordo até o final de terça-feira. O Irã também afirmou ter formulado suas posições e exigências em resposta às recentes propostas de cessar-fogo transmitidas por intermediários.

O Estreito de Ormuz, por onde passam petróleo e derivados do Iraque, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, permanece em grande parte fechado devido aos ataques iranianos a navios desde o início da guerra em 28 de fevereiro.

Algumas embarcações, no entanto, incluindo um petroleiro operado por Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um navio de transporte de gás de propriedade japonesa, atravessaram o Estreito de Ormuz desde quinta-feira, segundo dados de navegação, refletindo a política iraniana de permitir a passagem de navios de países que considera mais amigáveis.

“O mercado está tentando entender o que esperar daqui para frente. A notícia mais importante deste fim de semana foi a passagem de alguns navios pelo Estreito”, disse Ole Hvalbye, analista da SEB Research.

Hvalbye também destacou que a Europa continuou perdendo barris e derivados para a Ásia devido ao aperto do mercado.

Busca por fontes alternativas

As interrupções no fornecimento do Oriente Médio levaram as refinarias a buscar fontes alternativas de petróleo bruto, principalmente para cargas físicas nos EUA e no Mar do Norte britânico. Os prêmios à vista do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA atingiram recordes históricos devido à competição entre refinarias asiáticas e europeias.

As refinarias indianas também adiaram paradas para manutenção de suas unidades para atender à demanda local de combustível.

No domingo, a Opep+, composta por alguns membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia, concordou com um aumento modesto de 206.000 barris por dia para maio.

“Os movimentos da Opep parecem estar sujeitos a desafios com base na disponibilidade para exportação”, disse o analista da Rystad, Janiv Shah.

A Arábia Saudita também fixou o preço oficial de venda do petróleo bruto Arab Light para a Ásia em maio com um prêmio recorde de US$ 19,50 por barril acima da média Omã/Dubai, um aumento de US$ 17 em relação ao mês anterior, informou a Aramco.

Entretanto, o fornecimento russo foi recentemente interrompido por ataques de drones ucranianos aos seus terminais de exportação no Mar Báltico. Notícias veiculadas no domingo informaram que o terminal de Ust-Luga retomou as operações de carregamento no sábado, após dias de interrupções.

As exportações do porto de Tuapse, no Mar Negro, devem subir para 794 mil toneladas métricas em abril, um aumento de 8,7% em relação às 755 mil toneladas métricas previstas para março, de acordo com dois operadores do mercado e cálculos da Reuters.

*Com informações da Reuters

FONTE/CRÉDITOS: Diana Ribeiro
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