A presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF), Lise Klaveness, pediu nesta sexta-feira (7) a renúncia do presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmando que ele não conta mais com a confiança da comunidade do futebol.
“Ele não possui a confiança institucional necessária para governar a Fifa de forma estável nos tempos atuais. Não há volta para Gianni Infantino. A cooperação internacional no futebol enfrenta sérios problemas; precisamos de um motivo para nos unirmos agora, e queremos pedir ao presidente da Fifa que renuncie imediatamente”, disse Klaveness a jornalistas após a reunião mensal da diretoria da NFF.
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As declarações surgem em meio a um conflito acirrado entre entidades dirigentes, desencadeado pela proposta — posteriormente abandonada — da Fifa de vender uma participação no futuro comercial da Copa do Mundo. Os noruegueses esperam que outros países da Uefa apoiem o pedido de saída de Infantino.
“Veremos quais outros países acabarão aderindo, caso essa se torne a estratégia da diretoria da Uefa — conversamos muito com eles, e cabe a eles gerir isso; vocês terão de fazer essa pergunta a eles. Não vamos solicitar uma reunião extraordinária (da diretoria da Uefa); pediremos a renúncia dele em nosso diálogo com a Fifa”, afirmou Klaveness.
Klaveness, de 45 anos e advogada de formação, começou listando diversas preocupações que a federação norueguesa manifestou à Fifa durante sua gestão, iniciada em março de 2022.
Entre essas questões estavam dúvidas sobre a escolha das sedes de torneios, o prêmio inaugural da paz da Fifa concedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro, e a reversão de uma punição ao atacante americano Folarin Balogun durante a recente Copa do Mundo, após uma intervenção de Trump.
Crítica declarada de Infantino, Klaveness teve seu nome cogitado como uma das possíveis sucessoras do dirigente suíço, mas ela descartou as especulações de que poderia concorrer ao cargo.
“Tomo nota desses nomes, inclusive do fato de que o meu também é mencionado; isso está registrado. Não é um assunto em pauta — não temos motivos para comentar isso ou qualquer outra candidatura, nem estamos preparados para tal”, disse ela.
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