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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026

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“Presídio deixou de ser solução no Brasil”, diz ex-capitão do Bope à CNN

Ao Live CNN, Rodrigo Pimentel falou sobre o avanço do crime organizado e estratégias de prevenção no país

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
“Presídio deixou de ser solução no Brasil”, diz ex-capitão do Bope à CNN
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Em entrevista ao Live CNN na manhã desta quarta-feira (23), o ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) Rodrigo Pimentel afirmou que os “presídios deixaram de ser solução no Brasil há muito tempo e passaram a ser um problema”.

A conversa integra uma série de entrevistas especiais ao vivo realizadas pela CNN Brasil, entre 21 e 25 de setembro, que têm como foco os temas de violência e segurança pública, assuntos que estão no topo das preocupações do eleitorado brasileiro.

Durante a entrevista, Pimentel comenta que as penitenciárias passaram a funcionar como “fábricas” de facções criminosas no país e deixaram de cumprir efetivamente o papel de combate à criminalidade.

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Atualmente, existem pelo menos 72 organizações criminosas no Brasil e, segundo o ex-capitão, todas elas nasceram em presídios.

Preocupação dos brasileiros

Ao falar sobre a segurança pública e a preocupação do eleitorado com o tema, Pimentel afirmou que a questão dos presídios ainda é pouco debatida.

“Nenhum candidato fala sobre criação de vagas em presídios e sobre aperfeiçoamento da segurança em presídios. […] A superlotação, hoje, é um problema para a segurança pública do Brasil, e parece que é um tema que os candidatos fogem, ninguém quer falar de presídio, não é simpático falar de presídio”, afirmou.

Pimentel citou os estados do Piauí e da Bahia como exemplos distintos ao abordar a relação entre encarceramento e violência. Segundo ele, o governo do Piauí, comandado por Rafael Fonteles (PT), dobrou a capacidade do sistema prisional e ampliou o número de vagas.

De acordo com o ex-capitão, como resultado das ações, o estado registrou a queda nos homicídios e nos roubos de rua.

Por outro lado, Pimentel ainda citou a Bahia, que, segundo ele, não teria realizado os mesmos investimentos no sistema carcerário e, como consequência, registrou aumento dos homicídios nos últimos nove anos.

O ex-capitão ressaltou que outros fatores devem ser considerados na análise. “Existem outras variáveis. […] Os estados que estão prendendo mais, estão matando menos, e estão tendo redução dos números da violência urbana, no que se refere a homicídio ou até mesmo roubo de rua”, concluiu.

Importância da educação

Pimentel também destacou a educação como uma medida de prevenção à criminalidade entre crianças e adolescentes.

“Os estados da federação que estão buscando a escola de 9 horas ou de 7 horas, estão reduzindo a evasão escolar e tendo uma redução significativa desse tipo de delito envolvendo menores de idade”, afirmou.

Como exemplo, o ex-capitão citou de Goiás. Segundo ele, há cerca de dez anos, o estado tinha 1.400 adolescentes infratores submetidos a medidas socioeducativas restritivas de liberdade. Atualmente, seriam 120.

“O que aconteceu em Goiás? A polícia prendeu mais? Não. Goiás reduziu a evasão escolar, tem a menor taxa de evasão escolar hoje do ensino médio”, completou.

FONTE/CRÉDITOS: Bruna Lopes
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