Estadão Rondônia - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Sabado, 18 de Abril de 2026

Geral

Promotores de Justiça pedem agência nacional para combater a máfia brasileira

O pedido por uma agência anti-máfia surge após a Operação Recon prender membros do crime organizado que planejavam atentados contra autoridades em São Paulo.

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Promotores de Justiça pedem agência nacional para combater a máfia brasileira
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) defendeu a criação de uma agência nacional anti-máfia para coordenar o combate ao crime organizado no país. A proposta busca integrar os esforços de polícias, Receita Federal e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A defesa foi feita nesta sexta-feira, 24 de outubro de 2025, em São Paulo, pelo promotor Lincoln Gakiya e pelo Procurador-geral de Justiça do estado, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa. O posicionamento ocorre após a divulgação da Operação Recon.

O promotor Lincoln Gakiya afirmou que o PCC é, de fato, a primeira máfia brasileira. Ele citou a tentativa de infiltração da facção no poder político, em negócios lícitos e em estruturas financeiras, atingindo um “patamar insustentável”.

Publicidade

Leia Também:

Endurecimento da lei e proteção

As autoridades também defenderam o endurecimento da legislação contra o crime organizado, o apoio a uma proposta do Ministério da Justiça para acelerar a expropriação de bens de criminosos e a urgência de uma estrutura mais robusta de proteção a autoridades, policiais e testemunhas.

“A maneira de se começar a sair disso é endurecer a legislação e dizer claramente à sociedade que temos condições de ser mais organizados que o crime”, disse Paulo Sérgio de Oliveira e Costa. Ele destacou a necessidade de união entre os poderes para proteger vidas.

Ameaças a autoridades

A Operação Recon foi deflagrada após a prisão de faccionados que estavam coletando informações sobre Lincoln Gakiya, um dos principais promotores de combate ao PCC, e Roberto Medina, coordenador de presídios da região oeste de São Paulo.

O plano, considerado “meticuloso e audacioso” pelo MP-SP, incluía o mapeamento dos hábitos diários das autoridades. Gakiya revelou que sua residência chegou a ser sobrevoada por drones há três semanas.

A célula criminosa atuava de forma compartimentada, com divisões específicas entre informantes e executores. Os executores faziam parte do grupo de elite “sintonia restrita”, responsável por atentados contra autoridades e por resgates.

Em Presidente Prudente, onde o grupo alugou uma casa próxima à residência do promotor, dois homens foram presos em flagrante por tráfico de drogas. Foram apreendidos mais de 4,3 quilos de drogas, quatro veículos, munições e R$ 7,6 mil em espécie.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!