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Sabado, 18 de Julho de 2026

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PSD quer André de Paula na Agricultura após saída de Fávaro

Ministro da Pesca, André de Paula, teve nome apresentado a Lula para ocupar a vaga, mas decisão sobre sucessão ainda não está fechada e pode ter nome técnico no lugar

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
PSD quer André de Paula na Agricultura após saída de Fávaro
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O PSD articula nos bastidores a sucessão no Ministério da Agricultura diante da saída já definida de Carlos Fávaro (PSD-MT), que deixará o cargo em abril para disputar o Senado pelo Mato Grosso. O partido tenta manter o comando da pasta e defende nomes para ocupar o posto em meio ao redesenho político da Esplanada provocado pelas eleições.

Entre as alternativas discutidas inicialmente está o nome do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula. Interlocutores afirmam que o nome chegou a ser mencionado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como forma de preservar o espaço do PSD no ministério, já que o ministro não disputará as eleições deste ano.

Além disso, a ideia é evitar que a sucessão ficasse restrita à equipe atual da Agricultura.

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Procurado pela CNN, no entanto, André de Paula negou qualquer articulação para assumir a pasta. O ministro afirmou que decidiu permanecer no governo e não disputará as eleições. 

“Não procede. O que é certo é que decidi permanecer no governo e não disputar as próximas eleições. Tudo mais é especulação”, disse.

O impasse ocorre devido às pretensões políticas dos sucessores naturais de Fávaro na Agricultura, que também são do PSD – como o secretário-executivo da pasta, Irajá Lacerda -, que pretende disputar as eleições deste ano e deve deixar o cargo no mesmo período de Fávaro.

Outro nome seria o do ex-deputado federal Guilherme Campos (PSD-SP), que atua na secretaria de Política Agrícola e deve sair do cargo para disputar às eleições estaduais em São Paulo.

Nesse cenário, um dos nomes mais citados dentro do próprio ministério é o de Carlos Augustin, assessor especial de Fávaro e um dos responsáveis por articular programas estratégicos da gestão, como iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas e à ampliação do crédito rural.

Augustin é visto como um quadro que garantiria continuidade às políticas adotadas desde o início do governo e tem trânsito dentro da pasta e junto a parte da bancada ruralista.

Empresário do setor de sementes e com ligação histórica com entidades do agronegócio, além de presidente do conselho de administração da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), ele também atua na interlocução com bancos e com a área econômica em temas ligados ao financiamento da produção.

Teti, como é conhecido Augustin, também é filiado ao PT e já concorreu às eleições estaduais em Mato Grosso.

Apesar da força interna, interlocutores do governo avaliam que a escolha dificilmente será apenas técnica e dependerá do arranjo político que o Planalto pretende montar na reforma ministerial.

O PSD pressiona para manter o controle da Agricultura e quer participar diretamente da definição do sucessor, enquanto Fávaro defende que o substituto preserve as diretrizes adotadas na gestão.

FONTE/CRÉDITOS: cristianenoberto
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