O PT (Partido dos Trabalhadores), sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avalia que o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos ao Brasil criou uma oportunidade para impor um desgaste político além da esquerda ao senador e adversário ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL).
Para dirigentes petistas, a combinação entre a aproximação da família Bolsonaro com a ala ideológica do governo de Donald Trump e medidas que afetam interesses brasileiros oferece ao partido um potencial maior de atingir mais trabalhadores e setores do empresariado.
A leitura é que temas ligados à soberania nacional costumam produzir menos resistência entre eleitores de diferentes espectros ideológicos do que debates centrados em questões judiciais ou institucionais envolvendo a família Bolsonaro.
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Por isso, a orientação tem sido tratar o episódio não apenas como uma disputa entre governo e oposição, mas como um conflito entre interesses nacionais e pressões externas.
Nos bastidores, petistas acreditam que a postura americana permite reposicionar um discurso tradicionalmente associado à esquerda — o da defesa da soberania — em um contexto econômico mais amplo, conectando a discussão a empregos, investimentos e à defesa do PIX.
A avaliação é que o discurso pode dialogar com segmentos que normalmente não respondem tão bem à retórica tradicional do partido.
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