O Brasil vive um dos seus melhores momentos no circuito cinematográfico internacional.
Após duas indicações consecutivas ao Oscar de Melhor Filme Internacional — com “Ainda Estou Aqui“, vencedor do prêmio, e “O Agente Secreto“, que somou quatro indicações —, o Brasil passou como um rolo compressor pelas principais premiações do cinema mundial desde 2024, acumulando troféus em Veneza, Berlim, Cannes, Globo de Ouro, Critics Choice e uma série de outros reconhecimentos internacionais.
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Diante desse cenário, a pergunta que surge naturalmente é: “quem vai representar o Brasil na corrida ao Oscar 2027?“. A CNN selecionou alguns dos possíveis candidatos. Confira:
Vicentina Pede Desculpas
Rejane Faria em “Cinco Tipos de Medo” • Reprodução
Gabriel Martins, diretor de “Marte Um“, apresenta “Vicentina Pede Desculpas“, com Rejane Faria — também de “Marte Um” — no papel principal. O filme acompanha Vicentina, uma mulher de 75 anos que precisa lidar com a morte do filho após ele causar uma tragédia ao perder o controle do ônibus que dirigia e cair de um viaduto.
À medida que o caso é investigado, surgem suspeitas de suicídio — e Vicentina decide procurar as famílias das vítimas para pedir desculpas. O elenco ainda conta com Maíra Azevedo, Giovanna Heliodora, Thalma de Freitas e Grace Passô. Produção da Filmes de Plástico, sem data de estreia confirmada.
No Jardim do Ogro
Alice Braga em “Matéria Escura”, série da Apple TV+ • Divulgação/Apple TV+
Baseado no romance da escritora franco-marroquina Leila Slimani, “No Jardim do Ogro” é um Original Globoplay dirigido por Carolina Jabor. Alice Braga vive Júlia, jornalista que, por trás de uma rotina estável em São Paulo, carrega um segredo capaz de destruir tudo ao seu redor: uma compulsão sexual por situações de risco.
Feito Pipa
Filme cearense “Feito Pipa (Gugu’s World)” • Instagram/ Lázaro Ramos
“Feito Pipa”, de Allan Deberton, saiu de Berlim 2026 com dois prêmios: o Grand Prix do Júri Internacional e o Crystal Bear, concedido pelo Júri Jovem, ambos na mostra Generation Kplus.
O longa acompanha Gugu, um menino de 12 anos criado pela avó em uma cidade do Nordeste, que sonha em ser jogador de futebol enquanto tenta esconder o avanço do Alzheimer da avó de seu pai ausente. Lázaro Ramos integra o elenco no papel paterno, ao lado de Yuri Gomes e Teca Pereira, dupla destacada pelo júri pela qualidade das atuações.
Geni e o Zepelim
Ayla Gabriela será a nova protagonista do filme “Geni e o Zepelim” • Divulgação
Anna Muylaert, diretora de “Que Horas Ela Volta?” — representante do Brasil no Oscar 2015 —, retorna com a adaptação da clássica canção de Chico Buarque.
O longa acompanha Geni, uma prostituta que vive à margem de uma cidade ribeirinha na Amazônia, interpretada por Ayla Gabriela. Quando um poderoso tirano chega à cidade a bordo de um zepelim, vivido por Seu Jorge, ela se vê diante de uma inesperada chance de redenção.
Cem Dias
Banner do anúncio de “Cem Dias” • Reprodução
Carlos Saldanha, brasileiro indicado ao Oscar, estreia no cinema nacional com “100 Dias”, adaptação da história real do navegador Amyr Klink. Em 1984, aos 28 anos, Klink partiu da costa da Namíbia e cruzou sozinho o Atlântico Sul a remo, percorrendo 3.700 milhas até chegar à Bahia — feito inédito na época e registrado no livro “Cem Dias Entre Céu e Mar”, best-seller que inspirou gerações.
Filipe Bragança (“Coração Acelerado”) protagoniza o longa. Coprodução do Ventre Studio com a Star Original Productions, da Disney.
Escola Sem Muros
Julio Andrade (“Vale Tudo”) estrela o longa de Cao Hamburger • Divulgação
Cao Hamburger, diretor de “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias“, retorna ao cinema com “Escola Sem Muros”, inspirado na história real da Escola Campos Salles, em Heliópolis.
Ambientado em 1995, o filme acompanha um novo diretor que chega a uma escola marcada pelo estigma da violência, determinado a reconectá-la à comunidade. Julio Andrade, Flávio Bauraqui e Larissa Bocchino integram o elenco. Produção da Gullane com distribuição pela Califórnia Filmes.
Leila e a Noite
Imagem de “Leila e a Noite” • Reprodução
Fellipe Barbosa, diretor de “Casa Grande” e “Gabriel e a Montanha”, apresenta em 2026 “Leila e a Noite“. O longa é inspirado na história real da fotógrafa franco-marroquina Leila Alaoui, morta aos 33 anos em um atentado terrorista em 2016, enquanto documentava os direitos de mulheres africanas em missão pela Anistia Internacional.
O filme acompanha a família dividida entre diferentes crenças no processo de luto, a partir do livro escrito pelo pai de Leila, Aziz Alaoui — que procurou Barbosa diretamente, amigo da filha desde os tempos de faculdade em Nova York.
O elenco reúne Roschdy Zem, Marina Foïs e Françoise Lebrun, além dos brasileiros João Pedro Zappa e Felipe Frazão. Coprodução de Brasil, França e Marrocos, com Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux entre os coprodutores, o filme será distribuído no Brasil pela Imovision e na França pela Condor Films, com vendas internacionais pela respeitada Lucky Number.
Quem escolhe o representante brasileiro?
“O Agente Secreto”, última escolha da Academia Brasileira de Cinema para representar o país no Oscar, recebeu quatro indicações ao prêmio da Academia • Reprodução
A escolha fica a cargo da Academia Brasileira de Cinema, que reúne uma Comissão de Seleção com 15 profissionais do setor audiovisual.
O processo ocorre em duas etapas: primeiro, a comissão define uma pré-lista de seis títulos; depois, anuncia o representante oficial do país na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional.
Para concorrer, geralmente, um filme precisa ter ficado em cartaz por ao menos sete dias consecutivos em cinema comercial e não pode ter sido exibido previamente em TV ou streaming.
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