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Domingo, 03 de Maio de 2026

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Quer aumentar a libido? Esses alimentos vão te ajudar

Embora não existam fórmulas mágicas capazes de transformar o desejo sexual instantaneamente, especialistas apontam que determinados nutrientes têm impacto direto na produção hormonal

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Por Estadão Rondônia
Quer aumentar a libido? Esses alimentos vão te ajudar
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O interesse por alimentos que prometem “apimentar” a relação, aumentando a libido, desperta a curiosidade de muitas pessoas, fazendo com que receitas e dicas surjam na internet. Mas será que elas realmente funcionam?

Embora não existam fórmulas mágicas capazes de transformar o desejo sexual instantaneamente, especialistas apontam que determinados nutrientes têm impacto direto na produção hormonal, na circulação sanguínea e até no humor, fatores que influenciam o apetite sexual.

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“O funcionamento adequado do eixo hipotálamo hipófise gonadal (HPG), responsável pela produção de testosterona, estrogênio e progesterona, depende de um ambiente metabólico equilibrado e a alimentação exerce papel central nesse processo”, explica Alice Paiva, nutricionista esportiva, especializada em emagrecimento e reeducação alimentar.

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Alimentos ricos em zinco, por exemplo, estão entre os mais associados à saúde sexual. Esse mineral participa da produção de testosterona, hormônio ligado ao desejo tanto em homens quanto em mulheres. Carnes magras, sementes e oleaginosas ajudam a garantir níveis adequados do nutriente, assim como frutos do mar.

Já o ômega-3, presente nos peixes, contribui para a melhora da circulação sanguínea, essencial para a resposta sexual, além de atuar no controle de processos inflamatórios do organismo.

Outro ponto importante está relacionado aos alimentos que estimulam a produção de serotonina e dopamina, neurotransmissores ligados à sensação de prazer e bem-estar.

O cacau, por exemplo, contém compostos bioativos que favorecem o bom humor e podem ajudar na disposição física e mental. Frutas como banana e abacate também entram nessa lista por serem fontes de vitaminas do complexo B e gorduras boas, fundamentais para o equilíbrio hormonal.

“São os alimentos que favorecem a circulação e reduzem a inflamação, porque isso melhora o ‘terreno’ do desempenho sexual. Nesse grupo, entram folhas verde-escuras (rúcula, espinafre), beterraba, frutas e vegetais coloridos, azeite de oliva, castanhas e sementes. E tem um ponto importante: libido não combina com dieta que deixa a pessoa fraca. Em muitos casos, incluir carboidratos de boa qualidade como arroz, batata, aveia e frutas, com proteínas, melhora a disposição e o ‘ânimo'”, acrescenta Angela Vianello, nutróloga e psiquiatra especialista em fisiologia hormonal.

Sucos naturais preparados com ingredientes como beterraba, gengibre e melancia têm ganhado espaço entre as recomendações nutricionais. Isso porque a beterraba é rica em nitratos, substâncias que auxiliam na dilatação dos vasos sanguíneos e melhoram o fluxo de sangue pelo corpo. Já o gengibre possui propriedades antioxidantes e pode contribuir para o aumento da energia e da circulação periférica. Já a melancia contém citrulina, um aminoácido que atua no relaxamento dos vasos sanguíneos, favorecendo a irrigação de diferentes regiões do organismo.

Mitos

Apesar da fama de alguns alimentos considerados afrodisíacos ao longo da história, como ostras, chocolate ou pimenta, é importante destacar que muitos desses efeitos estão mais associados ao contexto cultural e psicológico do que a evidências científicas.

Em vários casos, essa “fama” vem de aspectos simbólicos, formato dos alimentos ou da associação com experiências prazerosas, e não necessariamente de um efeito fisiológico direto sobre o desejo sexual.

“Muita gente lembra do chocolate. Mas, na verdade, estamos falando do cacau, que é um poderoso antioxidante e é muito diferente do chocolate industrializado cheio de açúcar, gordura hidrogenada e aditivos químicos. Outros alimentos viraram uma lenda cultural: pimenta, catuaba e maca peruana ganharam fama de atalhos para o desejo. O problema é que desejo sexual não é superstição: se a pessoa está dormindo mal, ansiosa, inflamada, com baixa energia e desidratada, não existe alimento que resolva sozinho”, detalha Vianello.

Ainda segundo os especialistas, a libido é multifatorial e reflete a saúde metabólica como um todo. Alterações persistentes no desejo sexual devem ser investigadas com avaliação médica e nutricional adequada.

“Mais do que um alimento isolado, é o equilíbrio entre nutrição, sono, controle do estresse e atividade física que sustenta uma vida sexual saudável de forma consistente”, diz Paiva.

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FONTE/CRÉDITOS: Simone Machado
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