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A convocação de Carlo Ancelotti para os amistosos da seleção brasileira contra Japão e Singapura trouxe algumas surpresas no meio-campo e no ataque, com a inclusão de novatos. No entanto, um aspecto que não recebeu a devida atenção foi a mensagem enviada aos centroavantes do Brasil.
Com a ausência de João Pedro, do Chelsea, devido a uma lesão, o treinador italiano decidiu não convocar um centroavante mais tradicional. As opções para essa posição parecem ser limitadas a dois jogadores: Raphinha, que apenas recentemente se tornou centroavante, e Endrick, que atuou apenas como ponta direita nos poucos minutos jogados pelo Real Madrid até o momento.
Rayan, que atua no Bournemouth e é uma opção como reserva na ponta direita de Estêvão, também pode atuar como centroavante, porém Ancelotti nunca testou essa possibilidade na Seleção. O treinador brasileiro tomou essa decisão mesmo com uma gama de possibilidades para a posição de camisa 9.
Raphinha assume a responsabilidade como camisa 9
A mudança de posição na atual temporada fez de Raphinha um dos melhores jogadores do mundo. Até o momento, ele soma 15 gols e três assistências em 11 jogos, mesmo enfrentando uma lesão na coxa que o afastou de duas partidas enquanto defendia a Seleção.
Na última Data Fifa, o atacante atuou exclusivamente como centroavante. No primeiro amistoso contra a Austrália, que terminou em 1 a 1, ele formou uma dupla com Endrick, alternando as movimentações para atacar os espaços, característica marcante de ambos. Na segunda partida, vitória por 4 a 2, o craque do Barcelona jogou em um trio de meias, apresentando-se de forma mais fixa na área.
— Raphinha está realizando um trabalho excepcional em uma posição que não era originalmente sua, mas parece que agora ele realmente se apropriou dela — afirmou Ancelotti antes do empate contra os australianos.
Para os amistosos nos dias 14 e 17 de novembro contra Japão e Austrália, com João Pedro novamente fora, a expectativa é que o cenário se repita: Raphinha como titular e Endrick como opção de dupla ou reserva. O técnico italiano parece preferir a combinação de velocidade e força física, focando em mais pontas (Estêvão, Vinícius Junior, Allan, Alisson Santana e Rayan) ao invés de opções para a camisa 9.
Raphinha celebra um gol do Brasil na partida contra a Austrália (Foto: IMAGO / AAP)
O Brasil conta com vários centroavantes consolidados. Kaio Jorge, do Cruzeiro, que possui características similares a Raphinha e Endrick, fez parte da Seleção no ano passado, mas teve apenas uma oportunidade. Outros jogadores como Evanilson, do Bournemouth, e Igor Thiago, do Brentford, que combinam velocidade e habilidade de pivô, também ficaram de fora.
Thiago participou da Copa, mas foi alvo de críticas devido ao seu desempenho, passando por um momento ruim. Por outro lado, o atacante Rayan, colega de equipe de Evanilson no Bournemouth, está vivendo uma fase excelente, com quatro gols e quatro assistências em 11 jogos.
Pedro, do Flamengo, é o mais próximo de um jogador de pivô e esteve presente na última Data Fifa, destacando-se na goleada sobre a Índia, 4 a 0, ao marcar um gol e dar uma assistência. No entanto, o jejum de seis jogos sem marcar pelo seu clube pode ter influenciado sua ausência.
A Data Fifa atual, embora focada em experiências em outras áreas, não foi voltada para a posição de atacante central. Para Ancelotti, João Pedro continua sendo a primeira opção para essa função. Quando o atacante retornar, Raphinha pode assumir a posição de camisa 10 ou jogar como ponta direita.
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