As ações da Rede D’Or fecharam em queda de 4% na bolsa paulista nesta quinta-feira (26), após a maior rede de hospitais listada em bolsa do país reportar na noite da véspera alta de 39,2% no lucro líquido do quarto trimestre sobre um ano antes.
Na visão dos analistas do BTG Pactual, após o resultado do terceiro trimestre, as expectativas ficaram altas demais.
“No geral, os resultados do quarto trimestre em si foram razoáveis, com Ebitda e lucro líquido crescendo a taxas de dois dígitos, enquanto a Rede D’Or continuou a expandir sua base de beneficiários e a melhorar a rentabilidade no segmento de seguros”, avaliaram em relatório a clientes.
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“Em outras palavras, apesar das premissas de margem mais baixas, não acreditamos que os resultados representem riscos relevantes de queda para nossas estimativas”, afirmaram, reiterando a Rede D’Or como principal escolha no setor, citando perspectivas robustas de crescimento e múltiplos catalisadores.
Os papéis da companhia fecharam com recuo de 4,53%, a R$ 41,55 – no pior momento, foram negociados a R$ 40,05 (-7,97%), mínima intradia desde 20 de janeiro.
Até a véspera, as ações da Rede D’Or acumulavam uma alta de mais de 7% em 2026, após uma valorização de quase 77% em 2025.
Analistas de Bradesco BBI/Ágora também consideraram os números sólidos, mas citaram como pontos negativos a performance da margem Ebitda hospitalar, bem como o fechamento líquido de 92 leitos em relação ao terceiro trimestre, além da performance do ticket médio da SulAmérica e aumento da despesa financeira.
“O desempenho do quarto trimestre reduz parte do ‘momentum’ positivo observado anteriormente, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de maior disciplina operacional e melhor balanceamento entre crescimento e rentabilidade para sustentar reavaliação mais consistente das ações ao longo de 2026.”
Em relatório a clientes, eles reiteraram a recomendação de compra para os papéis da companhia, mas com “viés mais neutro” em razão do valuation e do resultado do final de 2025.
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