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Franck Ribéry, mais de uma década depois, ainda não conseguiu superar a sua derrota na Bola de Ouro de 2013, que foi vencida por Cristiano Ronaldo. O francês ficou na terceira posição com 23,3% dos votos, enquanto Lionel Messi ficou em segundo lugar com 24,7% e o português, que levou a premiação, teve 27,9% dos votos.
O ex-jogador já havia demonstrado descontentamento com essa premiação anteriormente, e neste final de semana, em um evento na Itália, enfatizou o impacto psicológico da derrota. Ele recordou como, naquela temporada, ele conquistou todas as competições pelo Bayern de Munique: Bundesliga, Champions League e Copa da Alemanha.
Apesar de atuar em um time com forte coletividade, Ribéry anotou apenas 11 gols, sendo apenas um na campanha da conquista europeia, além de 20 assistências. Ele recebeu o prêmio de melhor jogador da Uefa, mas não conseguiu levar a Bola de Ouro, que na época foi integrada ao prêmio da Fifa. “2013 foi o meu ano de ouro”, afirmou.
— Fui o melhor jogador da Bundesliga e da Europa, talvez eu merecesse também a Bola de Ouro. Não conquistá-la me feriu, foi uma decepção. Não tenho problema em admitir isso. Foi uma temporada mágica, conquistei tudo e joguei muito bem tanto pelo Bayern quanto pela seleção… O que eu poderia ter feito a mais?
Cristiano Ronaldo com a Bola de Ouro de 2013 (Foto: IMAGO / AFLOSPORT)
Motivos da vitória de Cristiano Ronaldo na Bola de Ouro em detrimento de Ribéry
A razão pela qual CR7 conquistou a premiação é frequentemente questionada, especialmente porque o atacante português conquistou apenas a Supercopa da Espanha com o Real Madrid naquele ano. No entanto, ele apresentou números individuais impressionantes, com 66 gols em 56 partidas entre clube e seleção de Portugal.
Mesmo sem troféus, ele teve atuações memoráveis, como o hat-trick na repescagem para a Copa do Mundo de 2014, que garantiu a presença de Portugal no Mundial do Brasil.
Naquele período, as premiações individuais eram bastante “polarizadas”, com Cristiano Ronaldo e Messi dominando os prêmios de forma que era difícil não votar neles — até hoje, a premiação de 2013 e a de 2010, vencida pelo argentino, são contestadas, visto que Wesley Sneijder ganhou a Tríplice Coroa e foi finalista da Copa.
Entre 2008 e 2018, apenas os dois atletas levaram os prêmios. Tanto que, mesmo em uma temporada menos destaque em 2013, o argentino ficou na frente de Ribéry.
Ribéry busca novos rumos em sua carreira
Ícone do Bayern e aposentado desde 2022, o ex-jogador francês agora se prepara para ser treinador: no mês passado, ele finalizou a certificação máxima da Uefa. Com isso, ele está apto a dirigir as principais equipes da Europa. Na mesma ocasião em Itália, ele comentou sobre a influência dos técnicos que teve e suas expectativas como treinador.
— A gestão do grupo, a empatia e a relação com os jogadores serão muito importantes para mim. Isso é prioridade antes dos esquemas e táticas. Tive grandes treinadores como Jupp Heynckes e Carlo Ancelotti, mas também aprendi com Davide Nicola e Giuseppe Iachini.
Ele citou o Bayern de Vincent Kompany como uma referência e afirmou estar preparado para atuar na Serie A. “Quero implementar um futebol ofensivo: meu time precisa recuperar a bola rapidamente e partir para o ataque”, concluiu.
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