Brasília, 12 de novembro de 2025 – O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (12) a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República, para mandato de mais dois anos, até o fim de 2027. A votação secreta resultou em 45 votos a favor e 26 contra, acima do mínimo exigido de 41 senadores.
Na manhã de hoje, Gonet foi sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde teve aprovação por 17 votos a 10, após cerca de seis horas de sessão.
Pauta de sabatina e posicionamentos
Durante a sabatina, Gonet abordou temas sensíveis, como a possível anistia aos réus dos atos de 8 de janeiro de 2023, a atuação da PGR em processos da Justiça Eleitoral, e a competência da investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele destacou que a PGR não tem “cores nem bandeiras partidárias” e que o arcabouço investigativo deve operar “com rigor técnico-jurídico”, e não com apelo midiático.
Resistências e contexto político
Apesar da aprovação, o placar evidenciou menor apoio em relação à sua indicação inicial, quando obteve 65 votos favoráveis e 11 contrários em 2023. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), havia convocado um “esforço concentrado” de votação mesmo com a agenda da COP30 prejudicando o quórum habitual.
O que muda a partir de agora
Com a recondução, Gonet permanece à frente da PGR até o final de 2027, podendo dar continuidade à política de investigação das fraudes no INSS, combate ao crime organizado e atuação contra ameaças ao Estado Democrático de Direito – temas que centram sua gestão.
A aprovação consolida estabilidade no órgão durante o restante da atual legislatura, o que pode gerar previsibilidade institucional para investigações de alta repercussão.
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