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Medida traz solução de tratamento para as comunidades ribeirinhas do Baixo Madeira e visa diminuir a dependência do transporte de água emergencial.
Nesta semana, a Prefeitura de Porto Velho deu um passo importante no enfrentamento aos impactos da estiagem no Baixo Madeira. Os sistemas de tratamento de água PW-TECH foram instalados nas comunidades de Firmeza e Ilha de Assunção, localizadas na região de Calama, por equipes da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMPDC) e da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).
Essa ação é parte da Operação SOS Estiagem e tem como objetivo estabelecer uma solução diretamente nas comunidades afetadas, permitindo que as famílias tenham acesso à água tratada sem depender do transporte constante de água por embarcações.
As comunidades de Firmeza e Ilha de Assunção constam no Decreto Municipal nº 22.515/2026, que declarou Situação de Emergência devido à estiagem em Porto Velho. Este decreto aponta para a redução da disponibilidade de água, secamento de fontes e dificuldades relacionadas ao abastecimento em áreas rurais, ribeirinhas e indígenas.
O decreto faz menção explícita a Firmeza e Ilha de Assunção como localidades impactadas vinculadas ao Distrito de Calama.
TRANSIÇÃO DE UMA RESPOSTA EMERGENCIAL PARA UMA SOLUÇÃO PERMANENTE
A introdução dos sistemas de tratamento marca uma evolução na estratégia do Município. Além da distribuição emergencial de água, a Prefeitura inicia a implementação de estruturas que visam fortalecer a segurança hídrica nas próprias comunidades.
O Decreto de Situação de Emergência prioriza ações como o abastecimento de água potável, uso de reservatórios, filtros e insumos de tratamento, além de medidas para a restauração da captação, tratamento e distribuição de água.
O TC PM Marcelo Duarte, Diretor Executivo e Supervisor das Ações da Defesa Civil, destacou que a proposta visa enfrentar a questão de forma mais estruturada.
“Desde o início da estiagem, estamos fornecendo água, alimentos e assistência às comunidades. Contudo, nosso objetivo vai além do transporte diário de água. Precisamos desenvolver soluções nas próprias localidades. A instalação destes sistemas em Firmeza e Ilha de Assunção simboliza exatamente isso: maior autonomia para a comunidade e uma resposta mais eficaz do poder público.”
A operação de instalação foi organizada por meio da Ordem de Operação nº 13/2026/SMPDC-GAB, que definiu o deslocamento das equipes, transporte dos equipamentos, montagem dos sistemas, testes operacionais e treinamento dos moradores.
LOGÍSTICA INICIAL EM PORTO VELHO
O transporte dos equipamentos para as comunidades demandou uma operação integrada envolvendo deslocamento terrestre e pelo Rio Madeira.
Os materiais foram enviados de Porto Velho em viaturas da Defesa Civil e da Seinfra para Humaitá, no Amazonas. Após isso, ocorreu o transbordo dos equipamentos para uma embarcação da SMPDC, que seguiu para Calama, Firmeza e Ilha de Assunção.
A Ordem de Operação estipulou o uso de duas viaturas—uma da SMPDC e outra da Seinfra—bem como uma embarcação da Defesa Civil para a realização da missão.
O superintendente da SMPDC, Marcos Berti Cavalcanti, enfatiza que a logística no Baixo Madeira requer planejamento específico e cooperação.
“Quando falamos em Defesa Civil no Baixo Madeira, estamos lidando com longas distâncias, comunidades dispersas e uma logística que depende intensamente do rio. Portanto, cada instalação precisa ser meticulosamente planejada, desde o transporte do equipamento até o treinamento dos usuários. É um esforço colaborativo para garantir que a solução funcione adequadamente após a saída da equipe.”
MORADORES ENGAJADOS NA PREPARAÇÃO
A implementação dos equipamentos contou com a participação ativa das comunidades envolvidas.
Em Firmeza e Ilha de Assunção, foram previamente preparadas bases para a instalação dos sistemas. O trabalho comunitário contou com a colaboração de moradores e foi acompanhado por Silmar Gomes das Neves, que atuou como voluntário na coordenação da montagem das estruturas necessárias para receber os equipamentos.
Silmar também acompanhou a equipe durante a instalação, monitorando o posicionamento, nivelamento das estruturas e os ajustes necessários. A Ordem de Operação documenta sua participação devido à conferência das bases e à supervisão da montagem.
Para ele, a participação da comunidade é crucial para garantir que a solução seja mantida e utilizada apropriadamente.
“A comunidade participou porque essa estrutura beneficiará a todos nós. Nós ajudamos a preparar as bases e acompanhamos a instalação, pois também temos a responsabilidade de cuidar. Não se trata apenas de receber o equipamento; precisamos aprender a usá-lo, conservá-lo e garantir que continue a atender as famílias.”
INSTALAÇÃO ACOMPANHADA DE TREINAMENTO
Na comunidade de Firmeza, a equipe conduziu a conferência da base, posicionamento do equipamento, montagem, fixação, conexões e testes de funcionamento. A programação incluiu também o treinamento dos moradores sobre a utilização, limpeza e conservação do sistema.
Na Ilha de Assunção, o procedimento seguiu um padrão semelhante, com inspeção da estrutura, montagem, ajustes, testes operacionais e capacitação da comunidade.
O treinamento é considerado uma parte essencial da ação, assegurando que os moradores da localidade sejam capazes de monitorar o funcionamento diário dos sistemas.
FOCO NA SEGURANÇA HÍDRICA
O prefeito Léo Moraes enfatiza que a resposta à estiagem deve combinar atendimentos emergenciais com medidas que consigam reduzir a vulnerabilidade das comunidades nos próximos meses.
“Porto Velho possui um vasto território e realidades bastante distintas. Nas comunidades ribeirinhas, é fundamental levar o serviço público até onde as pessoas residem. Esses sistemas representam uma solução concreta para quem enfrenta dificuldades de acesso à água. Nossa diretriz é continuar trabalhando para que a resposta à estiagem não seja apenas emergencial, mas também proporcione estruturas que melhorem a qualidade de vida das famílias.”
O Decreto nº 22.515/2026 indica que o Município já vinha mobilizando forças-tarefa terrestres e missões fluviais desde a segunda quinzena de agosto e reconhece a necessidade de expandir as ações de abastecimento e segurança hídrica.
PRÓXIMAS ETAPAS
Com a instalação dos sistemas em Firmeza e Ilha de Assunção, a Prefeitura amplia sua estratégia de levar soluções descentralizadas de tratamento de água às comunidades afetadas.
A Defesa Civil seguirá monitorando o funcionamento dos equipamentos, as condições de abastecimento e as necessidades identificadas em campo durante o período de estiagem.
Essa medida faz parte de um conjunto de ações coordenadas pela SMPDC dentro da Situação de Emergência e reforça a prioridade municipal em garantir água segura, assistência e capacidade de resposta às populações mais vulneráveis de Porto Velho.
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