O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (17) que o Brasil precisa “acabar com as bets” e defendeu a criação de um amplo programa de saúde mental para enfrentar os impactos provocados pelo avanço das apostas.
“Ou o Brasil acaba com a bet ou a bet acaba com o Brasil. Precisamos de um grande programa de saúde mental, e tem que ser acessível”, afirmou Tarcísio durante sabatina no evento Diálogos da Saúde, promovido pelo SindHosp, em São Paulo.
A declaração ocorreu enquanto o governador respondia sobre os desafios da saúde para os próximos anos. Tarcísio comparou o crescimento das apostas ao trabalho realizado ao longo das últimas décadas para reduzir o consumo de tabaco.
Leia Mais
-
Tarcísio usa redes e habitação para avançar no eleitorado de baixa renda
-
"Ideologia e aritimética não se misturam", diz Tarcísio sobre privatizações
-
Tarcísio se prepara para "guerra da Sabesp" na eleição contra Haddad
“Fomos efetivos para tirar as pessoas do tabaco. Será que vamos conseguir com as bets? Acho que agora os desafios são maiores”, disse.
Ao abordar o tema, Tarcísio também relacionou as apostas ao comprometimento da renda das famílias brasileiras. Segundo ele, 40% da renda do brasileiro estaria comprometida com bancos e outros 20% com bets. O governador não apresentou, durante a fala, a fonte dos percentuais citados.
Para Tarcísio, a ampliação do atendimento de saúde mental deve passar também pela telemedicina. O governador citou como exemplo a utilização desse modelo no atendimento de policiais militares e afirmou que houve redução de casos de suicídio entre os agentes.
Saúde digital como aposta para novo mandato
Durante a sabatina, Tarcísio colocou a digitalização da saúde entre as principais prioridades para um eventual segundo mandato.
O governador afirmou que pretende ampliar o uso da telemedicina e da inteligência artificial na rede estadual e disse que gostaria de deixar São Paulo “muito mais digital” ao fim de uma nova gestão.
Segundo Tarcísio, o estado já utiliza atendimento remoto em diferentes áreas, inclusive na gestão de UTIs, e a expansão desse modelo pode contribuir para ampliar o acesso ao SUS e reduzir filas.
O governador também afirmou que o estado precisa avançar em prevenção para evitar internações e reduzir a quantidade de pacientes que entram anualmente nas filas por procedimentos de saúde.
Comentários: