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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026

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Veja o que países do G7 estão fazendo para lidar com alta da energia

Agência Internacional de Energia (AIE) concordou em liberar um recorde de 400 milhões de barris de petróleo de estoques estratégicos

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Veja o que países do G7 estão fazendo para lidar com alta da energia
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Os preços da energia em todo o mundo dispararam depois que o Irã fechou o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, levando muitos governos do G7 e da União Europeia a buscarem maneiras de atenuar o impacto nas economias.

Os ministros das Finanças e da Energia do G7 – Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, França, Alemanha e Itália – realizaram uma teleconferência nesta segunda-feira (30) para coordenar ações. Os ministros da Energia da UE se reunião na terça-feira (31) para discutir o assunto.

Os governos enfrentam escolhas difíceis porque os custos mais altos da energia impulsionam a inflação e desaceleram o crescimento, mas usar recursos públicos para contê-los pressiona os orçamentos e distorce os sinais de preços de mercado que normalmente levariam à redução da demanda.

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Veja abaixo algumas das medidas anunciadas envolvendo os países do G7.

Iniciativa global

A Agência Internacional de Energia (AIE) concordou em liberar um recorde de 400 milhões de barris de petróleo de estoques estratégicos.

A AIE afirmou que todos os 32 países membros apoiaram a medida, a sexta liberação coordenada de estoques desde a criação da agência na década de 1970.

Os Estados Unidos assumirão um papel de liderança, contribuindo com 172 milhões de barris. O Canadá liberará 23,6 milhões de barris.

Alemanha

Berlim decidiu não subsidiar os preços, mas limitar a volatilidade, permitindo que os postos de gasolina aumentem os preços apenas uma vez por dia.

Eles podem reduzir os preços a qualquer momento. As violações podem ser punidas com multas de até 100.000 euros (cerca de US$ 108.000).

França

O governo francês optou por medidas de apoio estritamente direcionadas aos setores mais necessitados, em forte contraste com os amplos tetos de preços da energia que sobrecarregaram as finanças públicas após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

O país anunciou mais de 70 milhões de euros em subsídios de combustível para os setores de transporte, agricultura e pesca em abril, além de um benefício de 150 euros para 3,8 milhões de famílias de baixa renda para ajudar no pagamento das contas de energia.

Reino Unido

A maioria das famílias britânicas está protegida até julho do impacto imediato do aumento dos preços do gás nos custos de aquecimento e eletricidade, devido às tarifas regulamentadas, embora o governo tenha lançado um pacote de 53 milhões de libras (aproximadamente US$ 70 milhões) para residências que utilizam óleo de aquecimento.

A ministra das Finanças, Rachel Reeves, indicou que está sendo considerado um apoio direcionado em vez de medidas abrangentes de custo de vida para as famílias.

O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que o governo está considerando ampliar os poderes do órgão regulador da concorrência para combater a especulação de preços e o lucro abusivo após o aumento nos preços do petróleo e dos combustíveis.

Itália

O governo italiano reservou cerca de 417,4 milhões de euros (aproximadamente US$ 480,34 milhões) para reduzir os impostos sobre a gasolina e o diesel até 7 de abril, mas os preços sofreram poucas alterações e os grupos de pressão do setor estão exigindo medidas mais eficazes.

Japão

O governo japonês está utilizando 800 bilhões de ienes (cerca de US$ 5,01 bilhões) das reservas para financiar subsídios e tentar manter o preço da gasolina em torno de 170 ienes por litro, em média. A medida deverá custar até 300 bilhões de ienes por mês.

A ministra das Finanças japonesa, Satsuki Katayama, afirmou que o governo está preparado para tomar todas as medidas necessárias “em todas as frentes”, mas não comentou diretamente sobre a possibilidade de o Japão intervir no mercado futuro de petróleo bruto.

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FONTE/CRÉDITOS: giselalammers1
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