Os preços da energia em todo o mundo dispararam depois que o Irã fechou o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, levando muitos governos do G7 e da União Europeia a buscarem maneiras de atenuar o impacto nas economias.
Os ministros das Finanças e da Energia do G7 – Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, França, Alemanha e Itália – realizaram uma teleconferência nesta segunda-feira (30) para coordenar ações. Os ministros da Energia da UE se reunião na terça-feira (31) para discutir o assunto.
Os governos enfrentam escolhas difíceis porque os custos mais altos da energia impulsionam a inflação e desaceleram o crescimento, mas usar recursos públicos para contê-los pressiona os orçamentos e distorce os sinais de preços de mercado que normalmente levariam à redução da demanda.
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Veja abaixo algumas das medidas anunciadas envolvendo os países do G7.
Iniciativa global
A Agência Internacional de Energia (AIE) concordou em liberar um recorde de 400 milhões de barris de petróleo de estoques estratégicos.
A AIE afirmou que todos os 32 países membros apoiaram a medida, a sexta liberação coordenada de estoques desde a criação da agência na década de 1970.
Os Estados Unidos assumirão um papel de liderança, contribuindo com 172 milhões de barris. O Canadá liberará 23,6 milhões de barris.
Alemanha
Berlim decidiu não subsidiar os preços, mas limitar a volatilidade, permitindo que os postos de gasolina aumentem os preços apenas uma vez por dia.
Eles podem reduzir os preços a qualquer momento. As violações podem ser punidas com multas de até 100.000 euros (cerca de US$ 108.000).
França
O governo francês optou por medidas de apoio estritamente direcionadas aos setores mais necessitados, em forte contraste com os amplos tetos de preços da energia que sobrecarregaram as finanças públicas após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
O país anunciou mais de 70 milhões de euros em subsídios de combustível para os setores de transporte, agricultura e pesca em abril, além de um benefício de 150 euros para 3,8 milhões de famílias de baixa renda para ajudar no pagamento das contas de energia.
Reino Unido
A maioria das famílias britânicas está protegida até julho do impacto imediato do aumento dos preços do gás nos custos de aquecimento e eletricidade, devido às tarifas regulamentadas, embora o governo tenha lançado um pacote de 53 milhões de libras (aproximadamente US$ 70 milhões) para residências que utilizam óleo de aquecimento.
A ministra das Finanças, Rachel Reeves, indicou que está sendo considerado um apoio direcionado em vez de medidas abrangentes de custo de vida para as famílias.
O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que o governo está considerando ampliar os poderes do órgão regulador da concorrência para combater a especulação de preços e o lucro abusivo após o aumento nos preços do petróleo e dos combustíveis.
Itália
O governo italiano reservou cerca de 417,4 milhões de euros (aproximadamente US$ 480,34 milhões) para reduzir os impostos sobre a gasolina e o diesel até 7 de abril, mas os preços sofreram poucas alterações e os grupos de pressão do setor estão exigindo medidas mais eficazes.
Japão
O governo japonês está utilizando 800 bilhões de ienes (cerca de US$ 5,01 bilhões) das reservas para financiar subsídios e tentar manter o preço da gasolina em torno de 170 ienes por litro, em média. A medida deverá custar até 300 bilhões de ienes por mês.
A ministra das Finanças japonesa, Satsuki Katayama, afirmou que o governo está preparado para tomar todas as medidas necessárias “em todas as frentes”, mas não comentou diretamente sobre a possibilidade de o Japão intervir no mercado futuro de petróleo bruto.
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