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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026

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Venezuela negocia transferência de US$ 4 bi em ouro para os EUA, diz jornal

Reserva mantida no Banco da Inglaterra há anos poderá ser usada como garantia para empréstimos do governo venezuelano

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Venezuela negocia transferência de US$ 4 bi em ouro para os EUA, diz jornal
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O governo da Venezuela e a oposição estão próximos de um acordo para transferir as reservas de ouro do banco central, avaliadas em cerca de US$ 4 bilhões, do Banco da Inglaterra para o Federal Reserve Bank de Nova York, informou o jornal Financial Times nesta sexta-feira (18).

Segundo o acordo proposto, o governo interino de Delcy Rodriguez obteria o controle legal sobre o ouro, mas não poderia vender as reservas imediatamente, informou o jornal.

Em vez disso, a reserva poderia ser usada como garantia para empréstimos do governo, inclusive para a reconstrução após os dois terremotos ocorridos em junho, acrescentou o jornal.

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O Federal Reserve Bank de Nova York, o Banco da Inglaterra e o Ministério das Relações Exteriores britânico não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters fora do horário comercial. O governo venezuelano e a oposição não foram localizados para comentar.

No mês passado, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodriguez, disse que o país estava trabalhando para recuperar as reservas de ouro mantidas nos cofres subterrâneos do Banco da Inglaterra, em uma tentativa de conter o avanço da inflação.

O Banco da Inglaterra reteve por anos cerca de 31 toneladas de ouro venezuelano, alegando não reconhecer a legitimidade do governo do então presidente Nicolás Maduro.

A recusa do BoE em liberar o ouro remonta ao início de 2019, quando o governo britânico se juntou a dezenas de países no apoio ao então líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, sob o argumento de que a vitória eleitoral de Maduro no ano anterior havia sido fraudada.

Desde então, o ouro está no centro de uma prolongada disputa judicial nos tribunais britânicos e não foi liberado, apesar da captura de Maduro pelos Estados Unidos em janeiro e de um pedido da presidente em exercício, Delcy Rodriguez, ao rei Charles.

FONTE/CRÉDITOS: danielseiti
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