Vinte e um navios deram meia-volta e retornaram ao Irã desde o início do bloqueio dos EUA aos portos iranianos no Estreito de Ormuz na segunda-feira (13), informou o CENTCOM (Comando Central dos EUA) na noite desta sexta-feira (17).
“Desde o início do bloqueio, 21 navios cumpriram a ordem das forças americanas de dar meia-volta e retornar ao Irã”, disse o CENTCOM em publicação na rede social X.
A atualização veio depois que o Irã anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz para todos os navios comerciais, embora o presidente do parlamento iraniano tenha afirmado que a hidrovia será fechada se os EUA não suspenderem o bloqueio naval na região.
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As empresas de navegação têm se mostrado cautelosas em relação à travessia do estreito, com apenas alguns navios passando pela importante hidrovia na sexta-feira.
Guided-missile destroyer USS Michael Murphy (DDG 112) patrols the Arabian Sea, April 17, as U.S. forces enforce the naval blockade on ships attempting to enter or exit Iranian ports. Since commencement of the blockade, 21 ships have complied with direction from U.S. forces to… pic.twitter.com/2Ro1lq6ORq
— U.S. Central Command (@CENTCOM) April 18, 2026
Reabertura e Ormuz
O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta sexta-feira (17) que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está totalmente liberada durante o restante do período de cessar-fogo.
“A passagem de embarcações pelo estreito seguirá a rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos do Irã”, afirmou Abbas Araqchi em uma publicação no X.
O Estreito de Ormuz é uma das vias marítimas mais importantes do mundo, por onde passa quase um quinto do petróleo e gás mundial.
A decisão foi tomada após o anúncio do cessar-fogo no Líbano, que começou a valer na quinta-feira (16).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a trégua na quinta-feira (16) e afirmou ter convidado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, à Casa Branca para negociações de paz.
Essa seria a primeira vez em décadas que os líderes dos dois países conversariam diretamente.
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