Esse gesto indicou que André Mendonça conta com respaldo suficiente dentro do colegiado.
A Segunda Turma alcançou a maioria necessária para ratificar a decisão do relator, que optou pelo afastamento preventivo do então chefe da corporação.
Mendonça relatou ter sido alvo de "monitoramento sistemático e ilegal" pela Polícia Federal durante mais de 30 dias. Essa ação ocorre no contexto das investigações referentes ao caso do Banco Master.
O nome de Andrei Rodrigues foi mencionado em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na mesma determinação, o magistrado também determinou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, que é diretor de Inteligência Policial da PF.
Entenda a crise
Entretanto, o julgamento foi interrompido devido a um pedido de vista (tempo adicional para análise) do decano Gilmar Mendes. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de participar da votação.
Com a interrupção feita pelo magistrado, o exame do caso foi suspenso, mas o afastamento imediato permanece válido. O outro membro da Turma, o ministro Dias Toffoli, declarou-se impedido de votar nas ações ligadas ao caso Master.
O ministro André Mendonça destacou condutas suspeitas do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em um relatório que foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes no contexto do Inquérito das Fake News.
Na decisão proferida na terça-feira (8/9), ele argumentou que o afastamento preventivo do diretor da corporação é imprescindível para evitar que as atividades policiais "continuem sendo vilipendiadas".
O relator mencionou que ao menos seis "relatórios de inteligência" foram elaborados de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026. O documento aponta que André Mendonça estava sendo monitorado de forma ilícita pela PF há mais de 30 dias.
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