O candidato à presidência Romeu Zema (Novo) disse nesta segunda-feira (24) que pretende dar anistia ou um tribunal “não político” aos condenados pela tentativa de golpe do 8 de Janeiro. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que houve vandalismo e depredação no 8 de janeiro e ressalta que não houve tiros disparados.
Em sabatina realizada pelo Jornal Nacional, Zema alegou que houve “perseguição” aos condenados e discordou dos crimes imputados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Teve tiro disparado? Não teve nenhum movimento. Na minha opinião, foi um julgamento totalmente político”, disse.
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O candidato já havia prometido anistia aos presos do 8 de janeiro e criticado as sentenças determinadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). “O que nós vimos no brasil foi perseguição” .
O ex-governador, no entanto, disse confiar no sistema eleitoral, mas que a credibilidade das urnas seria ainda maior com o voto impresso.
Salário mínimo e aposentadorias
Durante a sabatina, Zema disse que pretende reajustar o salário mínimo de acordo com a inflação e defendeu a queda na taxa de juros. O ex-governador de Minas Gerais vinculou que o ganho acima da inflação será concedido aos trabalhadores “se a economia estiver bem”.
O mineiro criticou o impacto da taxa de juros na dívida pública e na renda dos brasileiros.
“Eu garanto que ninguém vai ter perda. Se tiver inflação, nós daremos toda inflação. É um absurdo um aposentado não ter toda a reposição inflacionária ou pior ficar sem receber aposentadoria como aconteceu em MG com mais de 300 mil. [Reajuste estará acima da inflação] Se a economia tiver indo bem e com contas equilibradas. O que eu quero muito é que as taxas de juros caiam”, afirmou.
A projeção feita por Zema é que as taxas seja reduzidas para 6% e, com isso, o governo tenha uma economia de R$ 800 bilhões por ano.
“É uma questão de credibilidade. Um governo com gestão consegue avançar na redução de gastos. Só de juros teremos economia de 800 bilhões por ano, com essa projeção de um governo sério que vai combater fraudes, corrupção, cujo bom exemplo vem de cima”, afirmou.
O ex-governador não explicou quais medidas vai tomar para promover a queda de juros. O que ele fez foi defendeu sua gestão em Minas gerais. Zema disse ter assumido o estado com R$ 11 bilhões de déficit e deixou o governo com um superávit de R$ 5 bilhões.
“Hoje qualquer construtora e qualquer fornecer vende para Minas Gerais. Temos uma divida proporcionalmente menor do que era antes. Nós temos hoje uma economia muito mais dinâmica”, afirmou.
A declaração contrasta com o que foi dito pelos jornalistas que conduziram a sabatina. Os dois âncoras do programa mencionaram que a dívida de Minas Gerais era de 98% do PIB do estado quando o candidato assumiu. Ambos ressaltaram que agora o valor subiu para 137% do PIB. Zema não contestou as informações.
Perguntado sobre os gastos com saúde e educação, Zema disse que pretende manter as regras que vinculam os pisos às receitas. De acordo com ele, esse é um desafio, especialmente para a previdência, já que a pirâmide etária brasileira hoje está tendo o topo aumentado.
“Tem cidades que estão ficando idosas e outra que tem muita gente jovem. Os prefeitos têm tido muita dificuldade no Brasil, porque tem lugar que não tem criança e jovem e lugar que tem muito mais aposentado”, disse.
Questionado sobre um reajuste para a previdência dos militares, o ex-governador mineiro reforçou que vai depender do sucesso das contas públicas.
Zema também afirmou que pretende aumentar o grau de formalização do mercado de trabalho, mas que, ao mesmo tempo, quer simplificar as leis trabalhistas e criar um regime de trabalho remunerado por hora.
“Hoje 40 milhões dos brasileiros que trabalham não têm carteira assinada. Não está contando tempo, não contribui, se fica doente não tem auxílio doença”, concluiu.
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