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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026

Esportes

Zidane assume os Les Bleus: O novo caminho após Deschamps

Com 14 anos de Didier Deschamps como treinador, a França, que venceu a Copa do Mundo de 2018 e ficou em segundo lugar na Eurocopa de 2016, agora vê Zinedine Zidane como a escolha ideal para liderar a seleção em um novo ciclo. Nesse cenário, o ex-jogador francês tem planos ambiciosos para a equipe.

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Por Estadão Rondônia
Zidane assume os Les Bleus: O novo caminho após Deschamps
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Zidane assume os Les Bleus: O novo caminho após Deschamps

Depois de 14 anos sob a direção de Didier Deschamps, que levou a França à conquista da Copa do Mundo de 2018 e ao vice-campeonato na Eurocopa de 2016, a seleção francesa se posiciona novamente entre as melhores do mundo, tendo alcançado três semifinais consecutivas nas principais competições da FIFA. Dentro deste quadro, a escolha de Zinedine Zidane para suceder Deschamps se apresenta como a opção mais acertada.

Reconhecido como um dos maiores jogadores da história do futebol francês, Zidane se tornou um ícone dos Bleus após ser fundamental na conquista do primeiro Mundial, em 1998, e da Euro 2000, que quebrou um hiato de 16 anos na competição europeia. Desde que se afastou dos gramados, o ídolo francês acumulou um currículo impressionante em suas duas passagens pelo Real Madrid (2016-2018 e 2019-21), que foram suas únicas experiências como treinador até o momento.

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  • Tricampeão da Champions League;
  • Bicampeão do Mundial de Clubes;
  • Bicampeão de LaLiga;
  • Bicampeão da Supercopa da Uefa;
  • Bicampeão da Supercopa da Espanha.

Nos últimos cinco anos, Zidane recebeu várias propostas para treinar clubes, mas optou por rejeitá-las com o intuito de realizar um sonho: treinar a seleção. Agora, após a Federação Francesa de Futebol (FFF) atender a sua ambição, o treinador pretende iniciar uma nova fase, com mudanças significativas em comparação a seu antecessor.

As primeiras ações de Zinedine Zidane na seleção francesa

Para os próximos jogos da Liga das Nações contra a Turquia (25/09), Bélgica (28/09 e 05/10) e Itália (02/10), Zidane convocou 23 jogadores. Comparada à lista de Deschamps para a Copa, a nova convocação do técnico teve como base a continuidade, com 15 jogadores que permanecem na seleção e a inclusão de apenas cinco estreantes.

PosiçãoJogadoresGoleiros (3)Mike Maignan (Milan); Guillaume Restes (Toulouse); Robin Risser* (Lens)Defensores (8)Andy Diouf (Internazionale); Jeremy Jacquet (Liverpool); Pierre Kalulu (Juventus); Ibrahima Konaté (Real Madrid); Jules Koundé (Barcelona); Maxence Lacroix (Chelsea); Adrien Truffert (Bournemouth); Dayot Upamecano (Bayern de Munique)Meias (6)Eduardo Camavinga (Real Madrid); Rayan Cherki (Manchester City); Lucas Da Cunha (Como); Manu Koné (Roma); Adrien Rabiot (Milan); Warren Zaïre-Emery (PSG)Atacantes (6)Bradley Barcola (Liverpool); Ousmane Dembélé (PSG); Désiré Doué (PSG); Esteban Lepaul (Rennes); Kylian Mbappé (Real Madrid); Michael Olise (Bayern de Munique)Nomes em negrito são remanescentes da Copa do Mundo 2026; nomes em itálico são estreantes na seleção principal; Lesionados, Robin Risser* e Warren Zaïre-Emery* foram substituídos por Jean Butez (Como) e Maghnes Akliouche (PSG), respectivamente.

Embora a lista não tenha grandes surpresas, o novo treinador da França já deixou claro que várias mudanças estão a caminho durante sua gestão. Este foi o teor de seu discurso na coletiva de apresentação dos convocados, onde enfatizou suas distinções em relação ao ex-técnico. O primeiro passo envolve a (tímida) renovação da equipe.

Com um grupo predominantemente jovem e repleto de talento, Zidane optou por não convocar Lucas (30 anos), Theo Hernandez (28) e N'Golo Kanté (35), que pertenciam ao núcleo mais experiente sob Deschamps. Este trio, assim como Karim Benzema (38), que se despediu das cores da seleção em 2022, não fará parte do novo ciclo.

Quanto à liderança, Zidane já definiu que Kylian Mbappé será o capitão da equipe. Na ausência do atacante, Ousmane Dembélé, Adrien Rabiot e Jules Koundé são opções para assumir a braçadeira, sendo esses os jogadores com maior número de partidas pelos Bleus. Entre esses três, apenas Koundé já tinha a confiança do ex-técnico que conduziu a seleção a dois títulos mundiais.

Didier Deschamps se despediu da seleção francesaDidier Deschamps se despediu da seleção francesa (Foto: Alexandra Fechete/SPP via Imago)

A FFF também não ficou atrás em relação às mudanças, promovendo uma reestruturação do escritório onde Zidane irá atuar em Clairefontaine, com a intenção de marcar uma ruptura com a era Deschamps. Outra inovação trazida pelo técnico é um controle de mídia mais restrito, limitando o contato com a imprensa.

Um exemplo disso ocorreu na última segunda-feira (21), quando jornalistas e fotógrafos foram impedidos de cobrir a chegada dos jogadores. A apresentação do elenco francês ganhou notoriedade nos últimos anos pela exibição de trajes de luxo dos atletas.

É relevante destacar que Zidane não proibiu o “desfile de moda” dos jogadores, mas restringiu a divulgação das imagens apenas pela federação, com o intuito de evitar a espetacularização que marcou a era Deschamps. O foco agora é que os jogadores estejam mais concentrados nas atividades em campo.

Quais são as mudanças táticas em relação a Deschamps?

Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé pela seleção francesa (Foto: Icon Sport/Rodolfo Buhrer/AGIF/Sipa USA)Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé pela seleção francesa (Foto: Icon Sport/Rodolfo Buhrer/AGIF/Sipa USA)

De acordo com o jornal “L'Équipe”, os primeiros testes dos Bleus sob a nova direção foram realizados com uma formação 4-3-3, que não representa uma grande inovação em relação ao que já se vinha praticando. Contudo, a principal alteração de Zidane refere-se ao posicionamento de Mbappé, que deverá desempenhar um papel mais proeminente na ponta-esquerda.

O treinador já havia sinalizado essa mudança em uma entrevista anterior, ao ser questionado se Mbappé era o seu melhor atacante. Zidane afirmou que Kylian pode atuar nas três posições do ataque, mas que “gostava muito dele pela esquerda”. Em consequência, Dembélé deverá ser deslocado para uma posição mais central. Ele também demonstrou despreocupação com as críticas à contribuição defensiva do seu artilheiro, afirmando que “não era um problema”.

— Em termos de trabalho defensivo, este sistema representará um verdadeiro desafio para Mbappé e Cherki, e resta saber como eles lidarão com isso — comentou Romain Lantheaume, jornalista do “Top Mercato Fr”, à Trivela.

A palavra "movimentação" também foi mencionada em relação ao sistema ofensivo que o técnico pretende implementar, expressando sua admiração por Rayan Cherki. Zidane defende a figura de um “verdadeiro camisa 10, capaz de atuar entre as linhas, criativo”, que é o perfil do meia-atacante do Manchester City. Com Michael Olise na direita, a expectativa é que esse quarteto ganhe sinergia em campo.

Um conceito frequentemente repetido por Zidane é o “equilíbrio”, reafirmando que “quer ver sua equipe jogando”, mas sem abrir mão das responsabilidades defensivas. Essa é a razão pela qual os laterais, considerados a principal fragilidade dos Bleus nos últimos anos, serão alterados. Andy Diouf, à direita, e Adrien Truffert, à esquerda, são os principais candidatos para convencer Zidane de que merecem ser titulares.

— Nos treinos, indicaram que estão praticando um futebol baseado em passes, mais do que durante a era Deschamps, o que não causa surpresa, considerando o histórico de Zidane como meio campista e treinador — concluiu Lantheaume.

Por último, o treinador tem se concentrado em treinos que enfatizam passes diagonais em espaços reduzidos, como parte do exercício para maximizar a exploração do campo. Deschamps foi muito criticado pela falta de dinamismo de sua seleção, especialmente em momentos decisivos — como na eliminação para a Espanha na semifinal da Copa. Com Zidane no comando, a intenção é que a França utilize todo seu potencial ao máximo.

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