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Zidane reflete sobre a Itália do passado e do presente, além da cabeçada em Materazzi

Na primeira entrevista como técnico da seleção francesa antes do confronto com a Itália, Zinedine Zidane revisita um dos episódios mais emblemáticos de sua carreira. Quase 20 anos após a cabeçada em Marco Materazzi na final da Copa do Mundo de 2006, ele comentou sobre o momento e revelou que não se ...

Jenyffer Diógenes
Por Jenyffer Diógenes
Zidane reflete sobre a Itália do passado e do presente, além da cabeçada em Materazzi
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Zidane avalia Itália do passado e presente e responde sobre cabeçada em Materazzi

Na sua primeira entrevista enquanto técnico da seleção francesa, Zinedine Zidane revisitou uma das cenas mais memoráveis de sua carreira ao se preparar para o confronto contra a Itália. Quase duas décadas após a cabeçada em Marco Materazzi na final da Copa do Mundo de 2006, Zidane falou sobre o episódio, reconhecendo que não sente orgulho do que ocorreu, embora não tenha arrependimentos pelo fim de sua carreira como jogador.

Na função de técnico, Zidane se reencontra com uma seleção que teve grande importância em sua carreira. A Itália foi a oponente na final do Mundial de 2006 e também marcou presença em momentos decisivos de sua trajetória na Juventus. Agora, no entanto, o francês chega à partida com um novo papel: ele é o treinador da França.

“Não me orgulho do que fiz, mas minha carreira não se resume a esse momento. Nunca mais conversei com Materazzi”, compartilhou Zidane.

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A expulsão ocorreu durante a prorrogação da final em Berlim, onde, após uma discussão com Materazzi, Zidane deu uma cabeçada no peito do defensor italiano, recebendo cartão vermelho. A França acabou perdendo a decisão nos pênaltis, e aquele jogo foi o marco final de sua carreira como jogador. Agora, duas décadas depois, Zidane busca refletir sobre aquele episódio.

“Não tenho orgulho do que fiz, mas não me arrependo. Isso faz parte da minha história e, na vida, para todos, nem sempre realizamos apenas coisas boas”, declarou.

O embate contra a Itália é especial para Zidane também por sua passagem pela Juventus. Ele chegou a Turim em 1996 e ficou no clube até 2001, período que o consagrou como um dos principais jogadores do futebol europeu antes de sua transferência para o Real Madrid.

Zidane foi expulso por cabeçada em Materazzi na final da Copa de 2006Zidane foi expulso por cabeçada em Materazzi na final da Copa de 2006 (Foto: Sports / Icon Sport)

A experiência adquirida na Itália, segundo Zidane, foi fundamental para sua formação como jogador e treinador, principalmente pela cultura tática que o país representa. Ele destacou Marcello Lippi, técnico da Juventus durante boa parte de sua passagem pelo clube, como uma influência marcante em seus primeiros anos em Turim.

“Tive muitos treinadores significativos, e o Lippi se destacou bastante na parte tática. Os italianos têm uma cultura tática muito forte, não precisam aprender com ninguém. E eu também absorvi um pouco dessa cultura”, afirmou.

Este reencontro acontece no início de uma nova fase na carreira de Zidane. Após conquistar três Champions League consecutivas como técnico do Real Madrid, entre 2016 e 2018, ele passou um tempo afastado do futebol antes de aceitar o comando da seleção francesa.

A oportunidade de liderar a França era um sonho antigo, com Zidane já tendo sido cogitado para essa posição em várias ocasiões. Assim, a partida contra a Itália representa um dos primeiros grandes desafios na sua nova função.

“A expulsão de 2006, que acabou com minha carreira na seleção, me deu uma motivação extra para voltar como treinador, algo que sempre quis. Sempre acreditei em mim, nas coisas positivas, me preparei e agora estou pronto para treinar e dar o melhor por esta equipe”, afirmou.

‘A Itália talvez não seja mais a seleção de 2006’

Zidane optou por não considerar a Itália como um adversário fragilizado. Ele reconheceu a crise que o futebol italiano enfrenta nos últimos anos, mas destacou que a seleção ainda possui a capacidade de decidir partidas importantes.

Nos últimos tempos, a Itália ficou de fora das três últimas Copas do Mundo: em 2018 na Rússia, 2022 no Catar e também não se classificou para o Mundial de 2026. Essa situação representa uma drástica mudança para uma seleção que conquistou quatro títulos mundiais e, até há poucos anos, era presença quase garantida nas grandes competições.

O momento atual é marcado por um esforço de reconstrução. A equipe italiana busca reorganizar seu projeto esportivo e reconquistar seu espaço no cenário internacional. Contudo, Zidane não pretende menosprezar o adversário.

Zidane, técnico da FrançaZidane, técnico da França (Foto: Belga / Icon Sport)

“A Itália é uma grande nação do futebol, é curioso não vê-los em três Copas seguidas, mas não conheço bem a situação, não sei o que levou a isso”, comentou.

O francês fez também uma comparação com a equipe que enfrentou em 2006. “Sei que a Itália é uma boa equipe. Talvez não sejam mais a seleção de 2006, mas em um único jogo tudo pode acontecer”, frisou.

Na seleção francesa, Ousmane Dembélé será o capitão na ausência de Kylian Mbappé. O atacante destacou a importância de enfrentar a Itália sob a orientação de Zidane: “Encarar a Itália é especial para todos, conversamos sobre isso com o Zidane”, afirmou.

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