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Açúcar fecha em queda de 1,72% em NY com avanço da produção na Índia

Produção indiana supera oito vezes o volume registrado no mesmo período do ano passado e pressiona as cotações internacionais

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Açúcar fecha em queda de 1,72% em NY com avanço da produção na Índia
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O mercado futuro do açúcar fechou em queda nesta sexta-feira (6), pressionado pelas perspectivas de aumento da oferta global da commodity. O contrato com vencimento em março encerrou o pregão negociado a 18,24 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1,72%.

Segundo análise da Barchart, os preços internacionais estenderam o movimento negativo observado nas últimas três semanas. Em Nova York, as cotações atingiram o menor patamar em cinco semanas, enquanto, em Londres, os contratos chegaram à mínima em três meses.

O principal fator de pressão sobre o mercado é a perspectiva de uma produção mais robusta na Índia, que pode ampliar a disponibilidade global de açúcar. De acordo com a Federação Nacional de Cooperativas de Usinas de Açúcar da Índia, a produção do país alcançou 845 mil toneladas nesta temporada até o fim de outubro, volume mais de oito vezes superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

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O avanço da produção indiana reforça as expectativas de maior oferta no mercado internacional e contribui para limitar a sustentação dos preços da commodity.

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Café

O mercado futuro do café arábica registrou valorização na bolsa de Nova York, após recuperar as perdas observadas no início do pregão. O contrato com vencimento em dezembro avançou 1,03% e encerrou o dia negociado a US$ 2,80 por libra-peso.

Segundo análise da Barchart, as cotações se recuperaram da mínima de cinco semanas, sustentadas principalmente pelos baixos níveis dos estoques certificados pela ICE. Na terça-feira, os estoques de café arábica da bolsa caíram para 220.379 sacas, o menor volume em sete semanas e próximo da mínima de 27 anos, de 217.646 sacas, registrada em 15 de setembro.

Apesar da pressão exercida pela expectativa de aumento das exportações brasileiras, o café do Brasil ainda não ingressou em volumes expressivos nos estoques certificados da ICE. Na terça-feira, 55.396 sacas de café brasileiro aguardavam classificação nos armazéns da bolsa, o maior volume em sete semanas. O processo de avaliação pode levar de uma a duas semanas, ou mais, dependendo da quantidade recebida.

A chegada de novos lotes brasileiros, no entanto, já começa a aparecer nos indicadores de estoque. Desde meados de setembro, o volume de café nos armazéns da ICE aumentou, alcançando 83.678 sacas na quinta-feira, o maior patamar em nove meses.

Em contrapartida, os estoques de café robusta da ICE apresentaram crescimento mais expressivo desde o início de outubro. Na quinta-feira passada, chegaram a 6.809 lotes, o maior volume em um ano e três meses, antes de recuarem para 6.702 lotes nesta sexta-feira.

Cacau

O aumento dos estoques de cacau certificados pela bolsa internacional tem contribuído para reduzir as preocupações com a oferta global e pressionar as cotações internacionais. Nesta sessão, o contrato futuro da commodity com vencimento em março encerrou o pregão com desvalorização de 0,43%, negociado a US$ 5.267 por tonelada.

Segundo análise da Barchart, os preços chegaram a atingir novas mínimas em cinco semanas durante a sessão, mas recuperaram parte das perdas ao longo do dia. Os contratos apresentaram movimentos distintos entre as bolsas de Nova York e Londres.

Na avaliação da consultoria, o crescimento dos estoqcaféues certificados pela ICE é um dos principais fatores de pressão sobre o mercado. Os volumes armazenados vêm aumentando de forma consistente desde o início do ano e alcançaram 3.740.476 sacas na quinta-feira, o maior nível em dois anos e meio.

Em Londres, os contratos futuros de cacau conseguiram reverter as perdas iniciais e passaram a operar em alta. O movimento foi favorecido pela desvalorização da libra esterlina, que atingiu a menor cotação em uma semana. A moeda mais fraca impulsionou os preços do cacau negociados em libras e estimulou o fechamento de posições vendidas na bolsa britânica.

Suco de Laranja

O mercado futuro do suco de laranja encerrou a sessão em alta na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em janeiro registrou valorização de 3,41%, fechando cotado a US$ 1,39 por libra-peso.

Algodão

O mercado futuro do algodão registrou valorização com os investidores acompanhando o ritmo das vendas externas da fibra norte-americana. O contrato com vencimento em dezembro encerrou o pregão com alta de 0,51%, negociado a 79,11 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com análise da Barchart, dados de vendas para exportação divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que os compromissos totais de exportação de algodão somaram 5,942 milhões de fardos até 29 de outubro, volume 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar do crescimento anual, o ritmo das vendas ainda está abaixo do esperado para o período. O volume representa 51% da projeção de exportações do USDA para a temporada, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 58%.

Cacau entra em 2026 em busca de equilíbrio

FONTE/CRÉDITOS: andressasimao

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