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Terça-feira, 11 de Agosto de 2026

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Advogada sobre ação de Moraes: Sigilo da fonte é fundamental no jornalismo

Ao Hora H, Vera Chemin, advogada especializada em Direito Constitucional, analisa decisão de Alexandre de Moraes que autorizou busca e apreensão contra suposta fonte de jornalista

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Advogada sobre ação de Moraes: Sigilo da fonte é fundamental no jornalismo
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim apontado como a fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens feitas contra o ministro Flávio Dino. A decisão foi expedida em atendimento a uma denúncia formulada pelo próprio Dino e confirmada à CNN Brasil pelo advogado de Cutrim e pela assessoria do STF. A advogada especializada em Direito Constitucional Vera Chemin, comenta o caso ao Hora H.

Segundo a assessoria do STF, a medida foi pedida pela Polícia Federal e contou com o aval da Procuradoria-Geral da República.

O jornalista Luís Pablo já havia sido alvo de busca e apreensão em março, após publicar reportagens denunciando um suposto uso irregular de carros oficiais por Flávio Dino e por seus familiares.

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Aliados de Dino afirmaram que as reportagens tratavam de um veículo particular, não de carros oficiais, e que o jornalista teria cobrado R$ 100 mil para publicar as matérias. Luís Pablo negou essas acusações.

Especialista alerta para risco ao jornalismo

Vera Chemin avaliou a decisão com preocupação. Para ela, o sigilo da fonte é “um instrumento fundamental, importante para o exercício do jornalismo” e deve ser resguardado conforme previsto no inciso 14 do artigo 5º da Constituição Federal.

“É um direito fundamental que não pode ser restringido e tampouco eliminado”, afirmou.

Vera Chemin ressaltou que a violação do sigilo da fonte só seria admissível em situações excepcionais, como casos que envolvam segredo de justiça ou segurança nacional, e desde que existam “indícios fortíssimos de autoria e de materialidade do crime”. Segundo ela, “não se pode violar o sigilo para depois verificar se houve um crime ou não”.

A especialista argumentou que, no caso em questão, o jornalista exercia legitimamente sua profissão ao investigar o suposto uso irregular de um bem público por um agente público, o que configuraria uma atividade de interesse público.

Vera Chemin alertou ainda que, ao exercer controle sobre o jornalista “sem qualquer fundamento jurídico plausível”, o Estado impõe automaticamente uma censura prévia, tanto ao profissional quanto à sociedade civil.

“Nós estamos invertendo a ordem dos fatos, invertendo tudo aquilo que está previsto na Constituição e na legislação”, declarou.

Para a advogada, a situação aproxima o país de um “Estado de exceção”, uma vez que medidas cautelares graves, como a busca e apreensão, estariam sendo determinadas antes da comprovação de qualquer conduta ilícita por parte da fonte.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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