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Sexta-feira, 10 de Julho de 2026

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Análise: Alimentos ficam mais baratos em junho e aliviam o bolso

O analista de Economia da CNN Gabriel Monteiro, ao Bastidores CNN, analisa resultados do IPCA, que vieram abaixo das expectativas do mercado; café, etanol, frutas e carnes lideraram as quedas de preço no mês

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Por Estadão Rondônia
Análise: Alimentos ficam mais baratos em junho e aliviam o bolso
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O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,16% em junho, resultado significativamente abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma média de 0,36% para o período. O índice foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (10).

Segundo o analista de Economia da CNN Gabriel Monteiro, não apenas o número final surpreendeu positivamente, mas a composição do índice também apresentou boa qualidade.

“Não só este número cheio veio muito bom, veio abaixo do esperado, mas toda a discriminação desta inflação veio com uma boa qualidade”, afirmou Monteiro durante o Bastidores CNN desta sexta.

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Entre os destaques positivos, ele citou a desaceleração dos serviços, dos combustíveis e da habitação, além da primeira deflação no grupo de alimentação desde novembro do ano anterior.

O que ficou mais barato

Entre os itens que registraram queda de preço, o café moído liderou com recuo de 3,72%. O etanol também ficou mais barato, com queda de 3,09%, acumulando o terceiro mês consecutivo de redução.

Monteiro explicou que o movimento é reflexo da safra de cana-de-açúcar: “Muita oferta de cana por conta da colheita que nós estamos vendo nestes últimos meses e, consequentemente, mais cana para moer, mais etanol, preço mais barato”.

As frutas (-1,58%) e as carnes (-0,64%) também surpreenderam ao ficarem mais baratas, revertendo três meses seguidos de inflação acima de 1% para o grupo de alimentos.

Do lado negativo, a energia residencial registrou alta de 1,5%. Monteiro destacou que distribuidoras de energia em diferentes estados têm solicitado reajustes em seus contratos, com autorizações da ANEEL para aumentos de 10% a 15%.

Água, esgoto, despesas pessoais, saúde e cuidados também figuraram entre os itens que pressionaram a inflação para cima no período.

Trajetória da inflação e perspectivas

Apesar do resultado positivo em junho, o analista chamou atenção para a trajetória da inflação acumulada em 12 meses, que está em 4,64%, acima da meta de 4,5%.

Segundo ele, a inflação chegou a uma mínima de 3,8% e voltou a subir a partir de fevereiro, pressionada por efeitos do conflito no Oriente Médio, fatores climáticos e pressão de serviços.

“Uma andorinha só não faz verão”, pontuou Monteiro. Ele ressaltou a necessidade de que os dados positivos se repitam nos próximos meses.

Sobre os juros, o analista avaliou que o bom resultado da inflação de junho está convencendo o mercado de que haverá mais um corte na reunião do Banco Central prevista para agosto, o que levaria a Selic a 14% ao ano.

No entanto, dois pontos de atenção permanecem no radar: as incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio, que voltou a pressionar o preço do petróleo após novos ataques, e a previsão de um possível “super El Niño” para este ano.

O fenômeno climático pode encarecer significativamente os alimentos no Brasil e em outras partes da América Latina.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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