O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está convocando apoiadores e lideranças aliadas para um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, marcado para o dia 7 de setembro, data em que o Brasil celebra sua independência. A estratégia replica mobilizações semelhantes às realizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao longo de sua trajetória política. A apuração é da âncora da CNN Débora Bergamasco ao CNN 360°.
Unidade como objetivo central
Diferentemente do que ocorreu no primeiro dia de campanha, quando Flávio Bolsonaro realizou o lançamento oficial em Copacabana, no Rio de Janeiro, sem a presença de outras lideranças, o novo evento tem como proposta reunir correligionários de diferentes regiões do país.
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Na ocasião do lançamento, nomes como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estavam em outros estados, cada um realizando o marco inicial de suas próprias campanhas.
A intenção, desta vez, é convocar candidatos a governos, deputados, senadores e demais aliados para que compareçam ao ato na capital paulista.
A ideia é montar um trio elétrico com um palco repleto de lideranças da direita, buscando conferir mais robustez e visibilidade ao evento do que foi observado no lançamento da campanha, que deixou, segundo apuração, uma sensação de esvaziamento.
Desafio para os aliados
A convocação, no entanto, não é recebida sem ressalvas por parte dos aliados. Algumas lideranças consultadas admitiram que a participação exigirá uma pausa nas agendas regionais.
O cenário é especialmente delicado para aqueles que disputam corridas eleitorais mais acirradas. Conforme observado pelo âncora da CNN Iuri Pitta, quem possui uma situação mais confortável localmente pode abrir mão de um dia de campanha em seu reduto com menor custo político.
Já para os que enfrentam disputas mais equilibradas, a decisão de se ausentar por um dia torna-se consideravelmente mais difícil de ser tomada.
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