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Análise: Guerra de liminares vira marca de eleição 2026

Segundo o analista de Política da CNN Matheus Teixeira, no CNN 360°, conflitos entre decisões de diferentes ministros eram, no passado, episódios isolados

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Análise: Guerra de liminares vira marca de eleição 2026
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Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), suspendeu, nesta terça-feira (13), a decisão de Ricardo Villas Bôas Cueva que havia autorizado o funcionamento do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. Posteriormente, Nunes Marques reconheceu o registro do canal como meio de propaganda da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e autorizou a retomada do funcionamento do canal após o prazo de 48 horas.

Para o analista de Política da CNN Matheus Teixeira, no CNN 360°, o episódio é mais um capítulo de uma tendência que tem marcado o processo eleitoral de 2026: a chamada guerra de liminares.

Segundo Teixeira, conflitos entre decisões de diferentes ministros eram, no passado, episódios isolados. O analista lembrou o caso em que Marco Aurélio Mello determinou a soltura de André do Rap, e Luiz Fux, então à frente do tribunal, deu uma liminar para derrubar a decisão do colega.

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“Isso eram episódios isolados, porque justamente o plenário é soberano”, afirmou Teixeira, destacando que cada ministro tem poder equivalente ao dos demais e que o presidente de um tribunal coordena os trabalhos, mas não possui voto com maior peso.

Série de conflitos judiciais na eleição atual

Nesta eleição, no entanto, o fenômeno se tornou recorrente. Teixeira elencou ao menos três episódios recentes. O primeiro envolveu o afastamento de Andrei Rodrigues da Polícia Federal: André Mendonça deu uma decisão nesse sentido, e no dia seguinte Flávio Dino a derrubou. Em seguida, Edson Fachin recebeu um pedido de suspensão de liminar da AGU e tentou, nas palavras do analista, “botar a bola no chão”.

O segundo episódio envolveu uma questão relacionada a Nossa Senhora Aparecida: André Mendonça decidiu no âmbito do TSE, Flávio Dino derrubou a ordem no Supremo, e Luiz Fux, por sua vez, cassou a decisão de Dino.

O terceiro e mais recente episódio é o do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, desta vez dentro do próprio TSE, com a decisão de Kassio Nunes Marques se sobrepondo à de Ricardo Villas Bôas Cueva, que era o relator original da proposta.

Para Teixeira, trata-se de uma divisão interna do Supremo Tribunal Federal que se reflete no TSE, com “um ministro tentando se sobrepor ao outro”.

Segurança jurídica em xeque

O analista alertou para as consequências práticas desse cenário. “Quem fica na saudade é a segurança jurídica“, disse Teixeira, questionando o que pode fazer um candidato, uma empresa ou uma plataforma de redes sociais diante de decisões que se contradizem.

A incerteza sobre o que deve ou não ser removido das plataformas digitais é apontada como um dos principais efeitos colaterais da guerra de liminares.

Diante desse quadro, cresce a pressão para que Kassio Nunes Marques leve o tema ao plenário do TSE. A avaliação, segundo Teixeira, é que o ideal seria o colegiado se reunir para dar uma palavra final sobre a questão do canal e encerrar mais esse capítulo da disputa judicial.

“Ali no plenário, sete votos, cada um tem um voto, não é porque ele é presidente que tem o direito de derrubar a decisão de um colega”, concluiu o analista.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites

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