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São Paulo — O candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (13/10) que não irá participar do debate presidencial organizado pela TV Bandeirantes no próximo domingo (18/10), a partir das 18h. Mais cedo, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, deputado federal Edinho Silva, confirmou a presença de Lula (PT).
O candidato fez menção ao debate da TV Globo marcado para o dia 23 de outubro — a dois dias do 2° turno das eleições. A declaração foi feita durante um evento do partido MDB, em São Paulo, no qual a sigla oficializou apoio a Flávio.
Em nota nas redes sociais, a Band informou que o debate de domingo será realizado mesmo sem a presença de Flávio. “Conforme previsto nas regras do debate, caso algum candidato não compareça, seu púlpito ficará vazio”, diz a postagem.
O anúncio do apoio do MDB a Flávio foi feito pelo presidente nacional do partido, Baleia Rossi, no escritório de campanha usado pelo governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos), na zona oeste da capital paulista.
Além de Flávio e Tarcísio, o vice-governador Felício Ramuth (MDB), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e os senadores eleitos André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (Progressistas) acompanharam o anúncio junto com outros políticos.
Dos 27 diretórios estaduais do partido, 17 são favoráveis ao candidato do PL. Os demais diretórios terão liberdade para apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou optar pela neutralidade.
Flávio já conseguiu apoio dos candidatos derrotados em primeiro turno Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), além da Federação União-PP, Republicanos, Podemos e Novo.
O presidente nacional do PT, deputado federal reeleito Edinho Silva, confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participará dos debates promovidos pelas emissoras de TV Globo e Band neste segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que está à frente das pesquisas eleitorais.
A declaração do dirigente partidário foi feita em entrevista à Rádio CBN nesta terça-feira (13/10). Edinho, que também atua como coordenador-geral da campanha petista, sela a estratégia de presença do presidente nos principais confrontos televisivos da etapa decisiva do pleito.
Segundo Edinho Silva, a ausência de Lula em parte dos debates durante o primeiro turno respondeu a uma avaliação tática sobre o formato das sabatinas. O coordenador argumentou que a pulverização de candidaturas e a dinâmica dos debates inviabilizavam um confronto direto.
Para esta fase final da disputa, a coordenação petista avalia que o cenário político se alterou radicalmente com a consolidação da polarização direta e a vitória de Flávio no primeiro turno, com 47% contra 45% de Lula.
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