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Aprovação do Acordo do Mercosul visa proteção de mulheres em situação de violência

Texto será analisado pelo Senado

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Aprovação do Acordo do Mercosul visa proteção de mulheres em situação de violência
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Thiago Cristino/Câmara dos Deputados
Benedita da Silva, relatora do projeto

Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o acordo do Mercosul que trata do reconhecimento mútuo de medidas de proteção a mulheres que se encontram em situações de violência de gênero. Este acordo faz parte do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 274/26, que é de responsabilidade da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. O próximo passo será a votação no Senado.

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Com o acordo, as medidas de proteção que forem concedidas a uma mulher em qualquer um dos países signatários serão reconhecidas e deverão ser implementadas com prioridade nos outros países. O intuito é garantir a vida, a saúde e a integridade física e psicológica das vítimas, independentemente de sua condição migratória.

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que atuou como relatora, fez a recomendação pela aprovação do texto em Plenário. “O acordo prestigia a dignidade da pessoa humana, a igualdade de gênero e a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais”, afirmou.

Este projeto é oriundo da Mensagem 1873/25, que foi enviada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional. Segundo a Constituição, cabe ao Congresso Nacional aprovar tratados, acordos ou atos internacionais que possam gerar compromissos para o Brasil.

Ordem de proteção O acordo, que foi assinado em Assunção, no Paraguai, no dia 20 de julho de 2022, inclui Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai como membros do Mercosul, além de Bolívia, Chile e Equador como países associados.

Dentre os diversos pontos abordados, o acordo estabelece a criação da Ordem Mercosul de Proteção (OMP), que será emitida por uma autoridade judiciária do país que fornecer a medida de proteção. As comunicações entre os países envolvidos serão realizadas por autoridades centrais.

A mulher que sofrer violência terá a possibilidade de solicitar a emissão da OMP, mesmo se estiver visitando ou residindo em outro país signatário. A ordem pode incluir restrições como proibição de aproximação e contato com a vítima, limitação de acesso a certos locais e suspensão da posse, porte e uso de arma pelo agressor.

Outro aspecto do acordo é a previsão do uso de dispositivos de geolocalização e rastreamento, como tornozeleiras eletrônicas, sempre que houver tecnologia disponível no país que implementará a medida.

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