As articulações da direita para formar um palanque único na disputa pelo governo de Minas Gerais pressionam o governador Romeu Zema (Novo) a apoiar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), de quem pode ser vice.
A CNN apurou que depois de ensaiar o lançamento de uma candidatura própria para o Executivo mineiro, o PL pode apoiar o vice-governador Mateus Simões (PSD), que deve disputar a reeleição com o apoio de Zema.
Principal quadro do PL em Minas, o deputado Nikolas Ferreira recebeu carta branca do partido para definir a estratégia local.
Integrantes do Partido Liberal confirmam que há um esforço para que o governador mineiro desista de sua pré-candidatura à Presidência da República e se junte ao clã-bolsonarista ainda no primeiro turno.
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Sob condição de anonimato, lideranças municipais de Minas Gerais afirmam que emissários do Novo estariam sinalizando com uma eventual filiação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL). A articulação, tratada como movimento estratégico ocorrer durante a janela partidária, visa atrair candidatos sob a promessa de uma “onda direitista” capaz de inflar a representatividade do partido nas casas legislativas.
Em troca, Zema concorreria como vice de Flávio Bolsonaro e Mateus Simões retornaria ao Partido Novo para disputar o governo do estado.
Aliados de Zema e Nikolas, porém, negam essa possibilidade.
O movimento de Nikolas junto ao vice-governador Mateus Simões (PSD) é para fortalecer seus pré-candidatos à Assembleia Legislativa.
Ao todo, Nikolas apoia 10 nomes para cadeiras de deputado estadual, alguns deles são vereadores na Região Metropolitana e no interior do estado.
O deputado federal acertou com o peessedista agendas de entregas nas bases desses políticos como forma de turbinar a visibilidade deles.
Em contrapartida, o próprio Nikolas aparece nos anúncios ao lado de Simões, o que beneficia o vice-governador e dá a ideia de apoio, como tem acontecido.
Ao construir uma base na Assembleia, Nikolas pode fortalecer um eventual próximo mandato de Simões e teria apoio para si próprio ou para um nome de sua confiança para o governo de Minas em 2030.
Mateus estará no segundo mandato e não poderá concorrer ao cargo daqui quatro anos.
No pleito atual, o deputado federal será candidato à reeleição e não tem interesse em disputar o Palácio Tiradentes.
A pressão sobre Zema também ocorre porque o PSD de Simões deve lançar um nome próprio à Presidência da República, o que criaria um constrangimento para o governador mineiro.
Zema afirma à CNN que levará pré-candidatura à presidência até o fim | CNN 360°
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