Nesta quinta-feira (12 de fevereiro de 2026), novos ataques da Rússia contra a infraestrutura crítica da Ucrânia provocaram uma grave crise humanitária, com consequências diretas para serviços essenciais como água, energia elétrica e aquecimento em várias cidades do país afetadas pela guerra.
De acordo com o vice-primeiro-ministro ucraniano Oleksiy Kuleba, a ofensiva à rede elétrica e sistemas de energia em andamento desde a madrugada deixou quase 300 mil pessoas sem acesso à água em Odesa, no sul do país. A interrupção do fornecimento de energia também cortou o aquecimento de cerca de 200 edifícios residenciais nessa cidade portuária estratégica no Mar Negro.
Onda de ataques cresce em meio ao inverno rigoroso
Autoridades ucranianas relataram que a ofensiva incluiu dezenas de drones e mísseis balísticos lançados durante a noite, com foco em infraestrutura energética e civil. A ação gerou cortes generalizados de energia elétrica que também atingiram outras grandes cidades, incluindo Kiev e Dnipro, agravando a situação das populações civis em pleno inverno europeu, com temperaturas abaixo de zero.
Segundo a polícia e serviços de emergência, em Kiev dezenas de edifícios residenciais ficaram sem aquecimento após a queda de energia, e ao menos duas pessoas ficaram feridas em ataques a edifícios urbanos. Em Dnipro, cerca de 10 mil assinantes ficaram sem aquecimento, segundo relatos oficiais.
Impacto humanitário e resposta governamental
A interrupção do fornecimento de água em Odesa — uma das maiores cidades da Ucrânia — afeta diretamente a rotina de famílias inteiras, hospitais, escolas e serviços públicos num momento de frio intenso. A restauração dos serviços tem sido dificultada pelas constantes ameaças e pela necessidade de reparos extensivos na rede elétrica e nas estações de bombeamento de água, que dependem de energia estável para funcionar.
O governo ucraniano reiterou que os ataques visam deliberadamente privações de serviços básicos durante o inverno, em uma estratégia que, segundo autoridades, busca minar a resiliência da população civil. Equipes de manutenção e serviços de emergência estão atuando para restabelecer o fornecimento de água, energia e aquecimento onde possível, embora o ritmo dos reparos seja prejudicado por novos ataques e condições meteorológicas adversas.
Contexto do conflito
Esses ataques fazem parte de uma sequência de ofensivas de Moscou contra a infraestrutura energética do país, que já vinham causando interrupções frequentes de luz e calor desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022. A repetição de ataques a plantas de energia e redes de distribuição durante o inverno prolonga a crise humanitária e pressiona os serviços de assistência social e humanitária dentro da Ucrânia.
Autoridades internacionais e organizações de direitos humanos têm denunciado que atingir infraestrutura civil essencial em tempos de conflito pode violar o direito internacional humanitário, agravando o sofrimento da população não combatente.
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