Governador de Rondônia está entre os brasileiros retidos em Israel durante ataques do Irã
O governador de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil), está entre os brasileiros retidos em Israel em meio à escalada do conflito com o Irã. Ele integra uma comitiva formada por prefeitos e políticos brasileiros que viajou ao país para participar de uma feira internacional de tecnologia. Com o agravamento da crise, o grupo enfrenta sérios riscos.
De acordo com a assessoria do governo estadual, o contato com Marcos Rocha foi interrompido, o que aumenta a preocupação com a segurança dele e da equipe. A missão oficial do governador foi autorizada pela Assembleia Legislativa de Rondônia e inclui uma comitiva de seis pessoas, com custos que ultrapassam R$ 400 mil aos cofres públicos.
Antes da interrupção nas comunicações, Marcos Rocha fez uma breve transmissão ao vivo em suas redes sociais, na qual relatou o clima de tensão vivenciado por brasileiros em território israelense. Segundo ele, sirenes de alerta disparam com frequência, e a situação é de constante apreensão. O governador também mencionou que a viagem já estava programada e foi realizada a convite de um consórcio.
A situação no país se deteriorou após ataques israelenses a alvos estratégicos no Irã, incluindo líderes militares e instalações nucleares. Em resposta, o Irã ameaçou realizar ataques com armas nucleares, o que elevou drasticamente o nível de alerta. Todos os voos comerciais foram suspensos, e o espaço aéreo está fechado, comprometendo qualquer possibilidade de saída do grupo por vias convencionais.
Um dos brasileiros que acompanham a comitiva publicou nas redes sociais que o grupo está temporariamente abrigado em uma instalação universitária, com acesso a um bunker — estrutura subterrânea projetada para resistir a ataques. Segundo o relato, parte da madrugada foi passada dentro do abrigo, em total isolamento.
O governo federal acompanha a situação de perto. O presidente Lula aguarda autorização diplomática para realizar uma operação de resgate, caso a suspensão dos voos comerciais persista.
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