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Sabado, 18 de Abril de 2026

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Brasil articula negociações para convencer a China a reduzir o embargo à carne de frango.

Dezesseis países e a União Europeia suspenderam completamente as importações de carne de frango do Brasil, enquanto outros oito adotaram restrições apenas à região afetada.

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Por Estadão Rondônia
Brasil articula negociações para convencer a China a reduzir o embargo à carne de frango.
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Brasil tenta convencer China a regionalizar embargo à carne de frango

O governo brasileiro está intensificando as articulações diplomáticas para convencer a China a limitar o embargo à carne de frango, adotando medidas restritivas apenas nas áreas afetadas pela gripe aviária.

Atualmente, a suspensão das importações varia conforme os acordos comerciais estabelecidos com cada país. Até o momento, 16 países e a União Europeia interromperam totalmente a compra da carne de frango brasileira. Outros oito optaram por restringir a suspensão apenas à região onde houve confirmação da doença. É o caso do Japão, cujo acordo com o Brasil prevê a suspensão automática das importações somente do frango produzido na área atingida.

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O governo trabalha para que outros parceiros comerciais sigam a mesma lógica, especialmente a China — principal mercado importador —, adotando a chamada regionalização dos embargos, o que permitiria manter as exportações das regiões não afetadas.

Desde a última quinta-feira (15), o único caso confirmado de gripe aviária em aves de produção comercial foi registrado no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Apesar disso, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destaca a necessidade de cautela nas negociações:

“A gente tem que ter muita cautela para se pronunciar agora, porque o caso ainda é muito recente. Cinco dias é muito pouco tempo para que eles possam se sentir confiantes e regionalizar. Eu compreendo o lado deles. Vamos trabalhar. Agora é hora de fazer a nossa parte para que então, em poucos dias, a gente proponha a regionalização”, afirmou o ministro.

A situação foi debatida nesta semana pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que reúne 353 parlamentares. Segundo o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion:

“Estamos conseguindo mitigar efeitos importantes nos principais mercados. Precisamos trabalhar intensamente nos próximos 28 dias para conter os impactos dessa crise e buscar uma solução rápida.”

A vigilância sanitária segue atuando com rigor. Ao menor sinal de suspeita, agentes coletam amostras para análise. Nesta terça-feira (20), surgiram dois novos casos em investigação: um em uma granja doméstica em Eldorado dos Carajás (PA) e outro envolvendo aves silvestres em Derrubadas (RS). Com isso, o total de casos sob apuração chega a seis.

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