A proximidade do lançamento da missão Artemis II tem aumentado o interesse do público por astronomia e exploração espacial, especialmente entre jovens e crianças.
Segundo a astrofísica Mirian Castejon, supervisora de astronomia do Planetário do Ibirapuera, grandes missões espaciais têm papel central no estímulo à curiosidade dos brasileiros por ciência.
O lançamento está previsto para ocorrer no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e levará quatro astronautas em uma viagem de aproximadamente 10 dias.
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A CNN Brasil conta essa e outras reportagens na série “Brasil na Lua” sobre o papel do Brasil na exploração espacial na expectativa para o lançamento da missão Artemis II, da Nasa, previsto para 1º de abril, que deve marcar o retorno de astronautas à órbita da Lua e abrir caminho para novas etapas do programa lunar.
De acordo com Castejon, o trabalho do planetário ocorre em duas frentes: o encantamento e a educação.
Nas nossas sessões, a ideia não é nem ensinar, é encantar. Gerar aquela vontade de saber um pouco mais.
Mirian Castejon
Ela destaca que missões tripuladas, como a Artemis II, têm um impacto ainda maior, e lembra que, desde 1972, quando ocorreu a última missão do programa Apollo, o ser humano não voltou à Lua.
Esse tipo de evento costuma gerar aumento na procura por cursos e atividades ligadas à astronomia. A especialista cita exemplos como a passagem do Cometa Halley, que levou grande público ao planetário, além de eclipses e outras descobertas espaciais.
Planetário Aristóteles Orsini foi o primeiro planetário do Brasil, inaugurado em janeiro de 1957 • Ibirapuera
Sobre o papel do Brasil, Castejon afirma que o país já contribui com a exploração espacial, principalmente por meio de parcerias internacionais e do monitoramento da Terra via satélites.
“No futuro o Brasil pode ter as participações na exploração da Lua, e também parcerias com outros países, principalmente questão de lançamento de satélites, monitoramento aqui do nosso planeta, queimadas e desmatamentos”, fianlizou.
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