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Quarta-feira, 22 de Julho de 2026

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Brasil Soberano III: entenda plano para afetados por tarifaço e guerra

Nova fase do programa foi criado nesta quarta-feira (22), dia de entrada em vigor do tarifaço, para socorrer também setores estratégicos da economia brasileira

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Por Estadão Rondônia
Brasil Soberano III: entenda plano para afetados por tarifaço e guerra
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Além das empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos, a terceira etapa do Plano Brasil Soberano terá como público-alvo também setores afetados por conflitos internacionais, como o de fertilizantes, e setores estratégicos para balança comercial, como minerais críticos. O plano foi criado através de Medida Provisória editada nesta quarta-feira (22) pelo governo federal.

Segundo o governo, no caso dos setores afetados pelas tarifas, estão inclusos os produtos das investigações da Seção 232, e da Seção 301.

Os recursos também servirão para socorrer os setores afetados pela possível tarifa de 12,5% referente a investigação sobre falha no combate ao trabalho forçado.

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O Plano Brasil Soberano 3 terá até R$ 18,5 bilhões de recursos, sendo até R$ 13,5 bilhões de aporte do Tesouro Nacional, oriundos de recursos não utilizados do Plano Brasil Soberano 1 e da renegociação de dívida rural, e R$ 5 bilhões do próprio BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento).

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As linhas e os setores foram divididos em três grupos:

Grupo 1 – Afetados por Tarifas Comerciais dos EUA

  • Seção 232: Aço, alumínio, automotivo e móveis
  • Seção 301: Madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, produtos cerâmicos,
    plástico, calçados, papel e açúcar.

Grupo 2 – Setores Industriais estratégicos

  • Têxtil
  • Químicos (Fertilizantes)
  • Farmacêuticos
  • Automotivo
  • Equipamentos de informática
  • Produtos eletrônicos e ópticos
  • Máq., equip. e materiais elétricos
  • Outros equip. de transporte
  • Borracha e plástico
  • Máquinas e equipamentos
  • Minerais críticos
  • Fertilizantes

Grupo 3 – Exportações para o Golfo Pérsico e setores afetados

  • Arábia Saudita
  • Catar
  • Bahrein
  • EUA
  • Arábia Saudita
  • Catar
  • Iraque
  • Irã
  • Kuwait
  • Omã

De acordo com a nova fase, foram definidas as seguintes linhas:

  • Linha para capital de giro (Para grandes empresas e MPME): Custo financeiro de 9,8% para grandes empresas e 8,3% para micro, pequenas e médias empresas.
  • Linha para capital de giro exportação (Empresas afetadas pelo tarifaço e pela instabilidade no Golfo Pérsico): Custo financeiro de 8,3%
  • Bens de Capital: Custi financeiro de 8%
  • Linha para transformação de minerais críticos: Custo financeiro de 3%
  • Linha para investimento: Custo financeiro de 6,5%

Ainda segundo o governo, os grupos 1 e 3 terão acesso a todas as linhas, enquanto o grupo 2 terá acesso apenas às linhas de crédito para investimento e bens de capital, seguindo o padrão do Plano Brasil Soberano II.

FONTE/CRÉDITOS: elisbarreto
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